A viagem para Atlanta foi calma. Em si, é muito demorada! De certeza a viagem mais longa feita pela Luísa de avião, foi também a primeira vez que eu experimentei dar os meus auscultadores à Luísa...
Tinha comprado uns auscultadores com uma funcionalidade de cancelamento de ruído, para quando estou a trabalhar no espaço aberto conseguir ter um pouco de sossego.
Bom, depois de os tirar da sacola ponho-os nos seus ouvidos, coloco-os a dar musica e pergunto-lhe se ela gosta. "-Sim!!!" Diz a Luísa já completamente distraída pelo som dos desenhos animados. Depois clico no "on," e ela muito depressa e muito alto diz: "- Como é que fizeste isso!!!!" Aí sim, eu sabia que estavam a funcionar.
Quando chegamos eu fiquei imediatamente impressionado pelo tamanho do parque automóvel da cidade de Atlanta. E não estou a referir-me à quantidade de carros, estou-me a referir ao tamanho dos carros em si. É que a quantidade de suvs e jipes é enorme e o seu tamanho é desproporcional ao tamanho de qualquer parque europeu. Um X1 é um carro aproximadamente pequeno para aquela cidade.
Assim de repente vem nos uma pergunta à cabeça... Porque é que eu me proponho a gastar mais dinheiro num carro que gasta menos combustível e tem menos cavalos, enquanto que por este lado do lago eles estão pouco a borrifar-se para o ambiente? É nestas alturas que uma pessoa tem de ser Europeu.
Atlanta é uma cidade muito verde, aliás todo o estado está repleto de árvores. E eu vi alguns, muito poucos, quase nenhuns, mas cheios de força, carros híbridos e elétricos. Ah pois...
Enquanto estivemos em Atlanta ficamos alojados na casa do Paulo, irmão da Cristina. Uma casa de térrea, feita em madeira, com um "porch", tipicamente americana. Até trazia um cão chamado Byron e um ribeiro que corria alegremente por de trás da mesma. Olhando da rua era uma casa que se encontrava emoldurada pelo verde das árvores que ondulavam sempre que passava um pequena brisa. Pensando bem, aquilo que faltava era uma grande bandeira da União Europeia.
Num dia, veio um homem tratar de arranjar algo dentro da casa. O Paulo e a Jen tinham ido trabalhar e nós estávamos lá por isso abrimos-lhe a porta. O homem disse que não entraria em casa devido ao cão.
Como a vontade dele era permanecer aos saltos a ladrar à porta, eu agarrei-o pela coleira, elevei o meu tom de voz e puxando-o, berrei "- Anda Byron!!! Come on Byron!!!" E levei-o até ao quarto do Paulo. Quando ao sair de lá, entro na sala e me dou com o olhar da Luísa com um ar de muita dúvida e com um pedacito de medo, digo-lhe "- Estás a ver, é assim que se tratam os animais!!!". Impondo-lhe assim a minha visão de especialista animal.
No dia seguinte, estou eu a entrar dentro do quarto e dou-me com a Luísa aos berros para o Byron "- Byron, Out!! Byron Out!!!". A mãe dela vem da sala muito aflita e ela reponde com um ar de desiludido "- O Byron não ouviu!!!"
domingo, 7 de julho de 2019
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Festival no Complexo Municipal de Ginástica da Maia
A minha filha anda a fazer ginástica no Complexo Municipal de Ginástica da Maia, as instalações são muito boas, em meu entender e a minha filha gosta muito de lá andar.
No dia 29 de Junho de 2019 houve um festival, para que todas as turmas se apresentassem ao público, esse festival começava às 20:30.
É verdade que não fizemos qualquer inquirição sobre quando é que o nossa filha de 4 anos iria atuar, afinal deveria ser cedo, lá pelas 21:30 pensava que já deveria ter atuado.
Pois não, somente às 22:45 é que a minha menina teve essa possibilidade. Costumo deitá-la às 21:30 e ela despertou às 7:30 nesse dia.
Um aviso!!! Era somente o que eu pedia aos professores!!! Porque afinal de contas ter várias crianças de tão tenra idade a chorar no meio de um pavilhão cheio de luzes, som e cores garridas, não me parece que seja a forma mais assertiva de conduzir um espetáculo.
Com esperança de que as minhas palavras sejam ouvidas, vamos para um outro ano.
PS: Desculpem se este desabafo não foi no tom a que vos venho habituando
No dia 29 de Junho de 2019 houve um festival, para que todas as turmas se apresentassem ao público, esse festival começava às 20:30.
É verdade que não fizemos qualquer inquirição sobre quando é que o nossa filha de 4 anos iria atuar, afinal deveria ser cedo, lá pelas 21:30 pensava que já deveria ter atuado.
Pois não, somente às 22:45 é que a minha menina teve essa possibilidade. Costumo deitá-la às 21:30 e ela despertou às 7:30 nesse dia.
Um aviso!!! Era somente o que eu pedia aos professores!!! Porque afinal de contas ter várias crianças de tão tenra idade a chorar no meio de um pavilhão cheio de luzes, som e cores garridas, não me parece que seja a forma mais assertiva de conduzir um espetáculo.
Com esperança de que as minhas palavras sejam ouvidas, vamos para um outro ano.
PS: Desculpem se este desabafo não foi no tom a que vos venho habituando
sábado, 29 de junho de 2019
Anos do Guga!!!
Hoje é dia de anos do Guga, um amigo da Luísa, filho de dois queridos amigos.
No último fim de semana antes da nossa viagem para os Estados Unidos, tivemos cá o Guga e a sua mãe a jantar no domingo. Tudo se passou muito bem, até que chegou a hora das despedidas...
A Luísa chega ao pé do Guga agarra-se a ele com tanta força, que por segundos o Guga se torna mais novo do que era e enche-se de vergonha ficando vermelho e encolhendo-se ao lado das pernas da mãe. O pior, no meu entender, foram as suas palavras de despedida:
Luísa "- Até logo meu Amor!!!"
Bom... O que é que se pode fazer! ;-)
Hoje encontraram-se os dois... Com um xoxo!!!
No último fim de semana antes da nossa viagem para os Estados Unidos, tivemos cá o Guga e a sua mãe a jantar no domingo. Tudo se passou muito bem, até que chegou a hora das despedidas...
A Luísa chega ao pé do Guga agarra-se a ele com tanta força, que por segundos o Guga se torna mais novo do que era e enche-se de vergonha ficando vermelho e encolhendo-se ao lado das pernas da mãe. O pior, no meu entender, foram as suas palavras de despedida:
Luísa "- Até logo meu Amor!!!"
Bom... O que é que se pode fazer! ;-)
Hoje encontraram-se os dois... Com um xoxo!!!
domingo, 7 de abril de 2019
Ansiedade!!!
Daqui a bem pouco tempo, se tudo correr bem, a Cristina, a Luísa e eu vamos até aos Estados Unidos da América. Para ser mais preciso Atlanta, vamos visitar os pais e a família do irmão da Cristina.
A nossa mais pequena, a Luísa, está a ficar um pouco ansiosa com esta viajem.
Problema de comunicação:
Na última terça feira fui buscá-la a casa dos meus pais. Vinha a conduzir, a pensar na vida, sem ligar o rádio um silêncio que se prestava para ouvir um "- Ó pai, vou dormir só um bocadinho! Depois tu acordas-me! Está bem?" E demorar menos de um minuto a adormecer... Ouvi...
Luísa "- Ó pai, quando nós estivermos nos Estados Unidos a tia Jen vai ser capaz de me entender se eu lhe falar em Português?"
Fiquei um pouco surpreso com a questão, não era uma pergunta que estivesse propriamente à espera! No entanto respondi....
Vasco "- Não filhota, a tua tia Jen é Norte Americana e os Norte Americanos falam Inglês."
Luísa "- Mas a tia disse-me que iria começar a aprender Português..."
Vasco "- Se tu o dizes!!! Mas olha não te preocupes que lá terás sempre o pai ou a mãe para te traduzirem tudo o que tu quiseres dizer à tia Jen ou a qualquer outra pessoa!"
Deve ter tido o seu efeito positivo as minhas palavras de conforto, pois antes de virar para a via panorâmica:
Luísa "- Pai, vou dormir um bocadinho..."
Miminho:
De manhã, entre todas as nossas correrias para chegar a todos os sítios a tempo:
Luísa "- Oh mãe o miminho era de quando eu era bébé?"
Cristina "- Sim, adormecias todos os dias com o miminho ao teu lado!"
Luísa "- Ó mãe, o Benjamim tem um miminho?"
Desculpem a interrupção! Mas só para dizer que o Benjamim é o primo direto, Norte Americano da Luísa. Retomando...
Cristina "- Não meu amor, julgo que não!!"
Luísa "- Então posso dar-lhe o meu miminho!!!"
Cristina "- Podes amor, que coisa boa que estás tu a fazer!!!"
Ao final do dia, já na casa dos meus pais, a Cristina contou a história e a Luisa remata:
Luísa "- Mãe!!! Olha, mas se em vez de dar o miminho, eu emprestasse o miminho ao Benjamim?"
Cristina "- Acho que ele ficava contente na mesma!!"
Luísa "- É!!! Porque sabes? Depois eu ficava sem mimimho!!!"
Hoje de tarde:
Cristina "- Vamos sair, se o teu pai não se importar..."
Desculpem a interrupção! Raios para a tosse!!! Retomando...
Cristina "- ...e compramos um miminho para o Benjamim, o que te parece Luísa?"
Luísa "- Uau mamã, ótima ideia!!!"
A nossa mais pequena, a Luísa, está a ficar um pouco ansiosa com esta viajem.
Problema de comunicação:
Na última terça feira fui buscá-la a casa dos meus pais. Vinha a conduzir, a pensar na vida, sem ligar o rádio um silêncio que se prestava para ouvir um "- Ó pai, vou dormir só um bocadinho! Depois tu acordas-me! Está bem?" E demorar menos de um minuto a adormecer... Ouvi...
Luísa "- Ó pai, quando nós estivermos nos Estados Unidos a tia Jen vai ser capaz de me entender se eu lhe falar em Português?"
Fiquei um pouco surpreso com a questão, não era uma pergunta que estivesse propriamente à espera! No entanto respondi....
Vasco "- Não filhota, a tua tia Jen é Norte Americana e os Norte Americanos falam Inglês."
Luísa "- Mas a tia disse-me que iria começar a aprender Português..."
Vasco "- Se tu o dizes!!! Mas olha não te preocupes que lá terás sempre o pai ou a mãe para te traduzirem tudo o que tu quiseres dizer à tia Jen ou a qualquer outra pessoa!"
Deve ter tido o seu efeito positivo as minhas palavras de conforto, pois antes de virar para a via panorâmica:
Luísa "- Pai, vou dormir um bocadinho..."
Miminho:
De manhã, entre todas as nossas correrias para chegar a todos os sítios a tempo:
Luísa "- Oh mãe o miminho era de quando eu era bébé?"
Cristina "- Sim, adormecias todos os dias com o miminho ao teu lado!"
Luísa "- Ó mãe, o Benjamim tem um miminho?"
Desculpem a interrupção! Mas só para dizer que o Benjamim é o primo direto, Norte Americano da Luísa. Retomando...
Cristina "- Não meu amor, julgo que não!!"
Luísa "- Então posso dar-lhe o meu miminho!!!"
Cristina "- Podes amor, que coisa boa que estás tu a fazer!!!"
Ao final do dia, já na casa dos meus pais, a Cristina contou a história e a Luisa remata:
Luísa "- Mãe!!! Olha, mas se em vez de dar o miminho, eu emprestasse o miminho ao Benjamim?"
Cristina "- Acho que ele ficava contente na mesma!!"
Luísa "- É!!! Porque sabes? Depois eu ficava sem mimimho!!!"
Hoje de tarde:
Cristina "- Vamos sair, se o teu pai não se importar..."
Desculpem a interrupção! Raios para a tosse!!! Retomando...
Cristina "- ...e compramos um miminho para o Benjamim, o que te parece Luísa?"
Luísa "- Uau mamã, ótima ideia!!!"
segunda-feira, 18 de março de 2019
1506
Foram necessários somente 1506 dias para a Luísa começar a perceber como se faz chantagem emocional. Diga-se de passagem que a Luísa é descendente de uma longa linhagem de líderes em chantagem emocional.
A minha avó (Dona Nelma) era uma excelente chantagista, quantas e quantas vezes ela se virava para o meu irmãozinho e lhe dizia que ela não tinha comido o cozido à portuguesa só para deixar para ele. A Dona Nelma obrigava-nos a comer até à última garfada, pois dizia que há muitos meninos que não têm nada para comer! Dizia também, nos casos mais problemáticos tipo o meu primo João, que ele devia comer tudo porque não se podia adivinhar o futuro e que no seu tempo não se comia tão abundantemente quanto hoje.
A minha mãe, já não é tão boa praticante. Mas ela tem dado os seus toques nesta arte multigeracional. No outro dia, depois de eu ter entrado em sua casa e lhe ter dito que não ia jantar, ela teve esta saída "- Mas eu fiz especialmente para ti!!!" Não mãe, tens de ser muito mais astuta do que isso, afinal eu tive aulas com uma professora muito mais ardilosa.
Mas passando ao prato do dia!
Estávamos nós a almoçar num domingo sentados à mesa. Nós quase nunca nos sentamos à mesa, sentamo-nos sim ao sofá de frente para a televisão a ver um qualquer programa!!! Eu sei, eu sei!!! Não se deve fazer isso!!! Estou a ver se mudo esses maus hábitos.
A Luísa estava a começar a ficar muito inquieta. "- Ó mãe posso-me levantar ?" "- Porque é que comemos aqui?" E nós sempre a insistir em consumirmos aquele almoço como uma família normal, fora da abrangência televisiva!!! Até que a Luísa disse: "- Estou farta desta casa, vou viver noutro sítio!!!"
Levamos aquele aquela exclamação com uma ligeireza bastante particular, do género "- Se queres ir vai, não tenho nada contra, mas tens de chamar um táxi!! E por falar nisso precisas pagar ao táxi!!!" Cristina "- Não há problema tenho a certeza que existem bons orfanatos pelo Porto!!!"
A Luísa depois de ouvir estas sugestões "- Eu vou viver para casa do Tio Zé Paulo e da tia Jen!!!!"
A minha avó (Dona Nelma) era uma excelente chantagista, quantas e quantas vezes ela se virava para o meu irmãozinho e lhe dizia que ela não tinha comido o cozido à portuguesa só para deixar para ele. A Dona Nelma obrigava-nos a comer até à última garfada, pois dizia que há muitos meninos que não têm nada para comer! Dizia também, nos casos mais problemáticos tipo o meu primo João, que ele devia comer tudo porque não se podia adivinhar o futuro e que no seu tempo não se comia tão abundantemente quanto hoje.
A minha mãe, já não é tão boa praticante. Mas ela tem dado os seus toques nesta arte multigeracional. No outro dia, depois de eu ter entrado em sua casa e lhe ter dito que não ia jantar, ela teve esta saída "- Mas eu fiz especialmente para ti!!!" Não mãe, tens de ser muito mais astuta do que isso, afinal eu tive aulas com uma professora muito mais ardilosa.
Mas passando ao prato do dia!
Estávamos nós a almoçar num domingo sentados à mesa. Nós quase nunca nos sentamos à mesa, sentamo-nos sim ao sofá de frente para a televisão a ver um qualquer programa!!! Eu sei, eu sei!!! Não se deve fazer isso!!! Estou a ver se mudo esses maus hábitos.
A Luísa estava a começar a ficar muito inquieta. "- Ó mãe posso-me levantar ?" "- Porque é que comemos aqui?" E nós sempre a insistir em consumirmos aquele almoço como uma família normal, fora da abrangência televisiva!!! Até que a Luísa disse: "- Estou farta desta casa, vou viver noutro sítio!!!"
Levamos aquele aquela exclamação com uma ligeireza bastante particular, do género "- Se queres ir vai, não tenho nada contra, mas tens de chamar um táxi!! E por falar nisso precisas pagar ao táxi!!!" Cristina "- Não há problema tenho a certeza que existem bons orfanatos pelo Porto!!!"
A Luísa depois de ouvir estas sugestões "- Eu vou viver para casa do Tio Zé Paulo e da tia Jen!!!!"
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Aero-Om!!!
Foi tarde... Estávamos bem dentro da noite... Quando de repente, o minuto 59 passa a vez para o minuto seguinte, o ponteiro deixa de estar a apontar para as 21 e começa a designar as 22, a Luísa boceja com uma expressividade sem complacência e por fim, finalmente a mãe decide que já são horas de deitar a miúda.
A Cristina lá se levanta, pede à filha para dar um beijo ao pai. Pai este que de tão boçal que é entrega mil e um beijos na face tenra e branca que a filha lhe apresenta. Todos estes beijos vão cheios de baba tornado a face mais reluzida e bonita.
A Luísa andava a tomar Aero-Om, medicamento que serve essencialmente para lhe tratar dos gazes. Já na cama:
Cristina "- Então meu amor, tiveste dores de barriga?"
Luísa "- Não!"
Cristina "- Então não é necessário o remédio dos pusetes?"
A Luísa começa a fazer força... Exato para isso mesmo!!!Ouve-se um fiuuuu...
Viu-se um sorriso enorme naquela face seguido de um riso nervoso...
Luísa "- Este é pequenino!!! Não foi como os outros que pareciam puré!!!"
domingo, 20 de janeiro de 2019
Mentira piedosa
É um dia muito bonito! Acordei tarde... Estou com uma gripe e está muito frio!
Por entre um lenço cheio de ranho e o enchimento do próximo, começo...
Vasco "- Anda Luísa, vamos até a casa dos avós!"
Luísa "- Quero ficar em casa!"
Vasco "- Anda lá Luísinha, veste lá o casaco?"
Luísa "- Não vou, quero ficar aqui a brincar!!"
Respiro fundo!!! Hoje não é um bom dia!!
Vasco "- Ainda ontem te deixei a dormir em casa dos avós, porque é que agora não queres?"
Os seus olhos baixaram, começou a pensar e passado alguns segundos.
Luísa "- Porque hoje estás cá e eu adoro a minha casa!!!"
Vasco "- E não comemos?"
Luísa "- Não!!!"
Vasco "- Bom, eu tenho fome e vou comer!!!"
Abro a porta e de repente vejo uma cogumela loira de olhos bem abertos a agarrar-se ao meu casaco e a dizer:
Luísa "- Eu não vou, mas tu também não!"
Sabem o que é uma pessoa estar cansado de tossir, exausto pelo peso dos pacotes de lenços e ter vontade de pegar naquela cogumela vestir-lhe o casaco e metê-la no carro!!! Isto era o que realmente me apetecia fazer. Mas não, não foi o que fiz. Em vez disso fui beber um copo de leite.
Vasco "- Vá linda, vamos lá?"
Luísa "- Vamos ás compras?"
Ahh???? Então, tu estás farta de saber que vamos almoçar a casa dos avós e estás a me perguntar se vamos ás compras!! Espera... Tu estás a pedir que eu te dê essa saída para não perderes a face???
Vasco "- Vamos filha, vamos às compras!"
Quando viramos para a grande cidade da Maia...
Luísa "- Nós não vamos ás compras pois não pai?"
Vasco "- Não filha, não vamos."
Luísa "- Estavas a brincar comigo, não estavas pai?"
Vasco "- Estava filha, estava."
Luísa "- Oh pai!!! És mesmo um safado!!!!"
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Canídeos
A minha família sempre teve cães.
Tivemos o Furi!!! Não me lembro qual era a denominação de raça do animal, era muito novo para me preocupar com esses assuntos. Ele? Ele, era um desportista, um bon vivant!!! Um meia leca de pelo acastanhado de quem eu gostava imenso.
Tenho que vos confessar algo, a minha carta de interesses. Para mim um cão é um animal, por muito que goste de animais, para mim o lugar de um animal é fora de casa.
Vocês "- Mas porquê ?? " "- Seu nazi dos animais!!!" "..."
O Furi dormia em nossa casa perto de um termo-acumulador, até que um dia teve um problema nas suas patas traseiras. Deixou de as mover!!! Começou as idas ao veterinário, veterinário este que dizia que o melhor a fazer era abater o bicho, obviamente a minha família estava em conflito consigo mesmo. E eu tinha de ir ao médico!
Dr. Henrique Batista era o nome do médico, nunca me hei-de esquecer dele. Sempre com o seu charuto a dizer-me "- Ò Vasco olha para aquilo que eu digo e não para aquilo que eu faço!" Seguido da sua saudosa gargalhada. O mundo já parou para o Dr. Batista.
Foi o médico que me deu o diagnóstico para o meu cão, já tinha vivido acontecimentos semelhantes com um dos seus cães. "- Reumatismo!!!" disse o Dr.. Deu-me a receita para o que lhe deveria ser inserido para que ele voltasse à normalidade e que transformações é que precisavam ocorrer na sua vida para que ele continuasse bem. Não voltar a dormir em casa!!!
Corria como uma lebre o raio do cão, passava pelo meio das grades do portão e quando eu me deitava no chão a chorar ele vinha até mim e começava a mostrar o quanto gostava de mim. Eu armado em sabichão fazia de conta que chorava, ele vinha até mim e ficava muito aflito... Um dia, no meio de uma das minhas encenações, ele topou que não escorriam lágrimas da minha face. Nunca mais me ligou.
Nesta última semana a minha Luísa não foi tantas vezes a casa dos meus pais e a Mini, a cadela, teve saudades dela. Andava pela casa toda a cheirar, subiu as escadas para se certificar. E finalmente pegou em três pedaços da sua comida e foi colocá-los à beira da cadeira da Luísa. Provavelmente com esperança que ela voltasse...
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