Descalço, nuzinho como no dia de nascimento, estava eu sob o chuveiro, em minha casa fermoso e não seguro, quando sinto que a porta começa a abrir e entra-me uma figura de noventa centímetros, "Cabelos de ouro encarnado", "Tão linda que o mundo espanta.", "Mais branca que a neve pura.", "Vai fermosa e "muito" segura.", como se nada fosse com ar de quem lhe faz falta algo e diz:
"- Pai, preciso de fazer chi chi!!!"
Ora bem, quando uma pessoa ouve tal afirmação da Luísa corre-se logo para o quarto de banho e coloca-se a Luísa sentada na sanita com as suas calças baixadas pronta para urinar. O problema é, como o anteriormente referido, o meu estado de nudez húmida e ensaboado. Podendo incorrer num grave erro decidi arriscar.
"- Luísa espera só um bocadinho mais que o pai já vai!!"
"- Está bem!!!"
Aquilo não me soou assim tão bem, mas se ela o disse quem sou eu para duvidar dela. De repente dei com a Luísa a ir buscar um banco, a colocá-lo em frente à sanita e a subir para cima do mesmo. Fiquei com aquele ar de parvo, mas interessado, a olhar para os acontecimentos que se estavam a decorrer. Abriu a sanita, puxou as calças para baixo e sentou-se na mesma, a urinar o seu merecido chi chi. Parecia que alguém já lhe tinha explicado o algoritmo inteiro, até a parte de ir buscar o banco, mas quando ia a sair:
"- Não te esqueças de limpar o pipi !!!"
Disse-o eu e a Luísa assim o fez. Depois saiu fora da sanita, puxou as calças para cima, fechou a tampa da dita cuja, tirou o banco e puxou o autoclismo.
Foi assim que pela primeira vez vejo a Luísa a se desenrascar daquela maneira.
domingo, 11 de março de 2018
sábado, 10 de março de 2018
O Papai é Pop
"O Papai é Pop" é o titulo de um livro de Marcos Piangers, o rapaz é um verdadeiro comunicador. Eu já li algumas das suas histórias algumas gosto mais, outras gosto menos. É jornalista de formação, homem fino como ele, um homem louro, um homem alto, um homem de barba farta, um verdadeiro príncipe brasileiro. Homem que sabe viver bem no seu tempo, que mais me faz lembrar o Caco Antibes.
Este personagem fez um texto que me desagrada profundamente.
"Não é uma tragédia"
Tão profundamente que lhe dedico este texto. Dedico este texto, neste blog porque maior parte dos seus comentários são acerca de crianças. Às vezes comenta a maneira como as outras pessoas criam as suas crianças, coisa que a mim pessoalmente me impressiona. Para mim é impossível fazê-lo, porque sei que a maneira como se cria uma criança é e deve ser única. No meio de sorrisos eu costumo dizer que cada casal faz o seu inferno. Agora, se ele é vermelho mais escuro quase preto ou rosa claro quase branco, só depende do mesmo. Todas as pessoas que leem o meu blog sabem que nunca o faço como forma de criticar ninguém. Mas neste caso vou abrir uma exceção, eu estive a pensar demasiado tempo nas palavras que este homem escreveu.
"Não é uma tragédia" parece-me pouco sentido, parece-me uma análise superficial do que é viver e morrer.
Tem tudo para dar bem, tem todas as frases feitas, todas os sentimentos preparados para serem digeridos sem reflexão.
"Essas coisas acontecem
Um jovem adoece no verão
Um senhor é atropelado por um taxi
A biopsia aponta que o tumor é maligno
Essas coisas acontecem todos os dias
E todos os dias saímos de casa
achando que jamais acontecerá connosco
Uma doença leva embora um pai
O médico comunica um exame preocupante
Uma moto atravessa um sinal fechado
Todos os dias isso acontece
E todos os dias os nossos planos são os mesmos
Trabalho almoço trabalho jantar
Não acho que seja uma tragédia
quando essas coisas acontecem com a gente"
Este homem só pode ser um daqueles homens que não dão valor à vida. Nem sequer percebe ou finge não perceber que há pessoas que se preocupam com a vida de outras, que se preocupam se amanhã o jovem que adoeceu no verão está vivo ou não, só porque são Humanos.
Esta coisa de ser Humano traz mais responsabilidades, não se resume a ir comunicar algumas palavras às grandes empresas para deixar todo o mundo em alegria supérflua e conseguir uma maquia prometida.
Se quisermos olhar com um bocado mais de distanciamento:
Podemos ver que as farmacêuticas investem muito do seu capital para evitar que os exames sejam assim tão preocupantes, que haja cura para o tumor... Os senhores que estão por de trás das farmacêuticas já compreenderam o valor capital da tragédia.
Temos ainda a industria dos transportes que investem todos os anos na segurança de todos os ocupantes e de todos os passageiros e que graças à inteligência artificial estamos mais perto de fazer com que aquela moto seja impossibilitada de atravessar no sinal fechado.
Observando a realidade com um olhar mais Humano temos milhares de cientistas a trabalharem no que gostam, a despenderem de milhões de horas a tentarem perceber como é que aquela bactéria evolui ou como é que aquele gene atua sobre nós. Fazendo o mesmo caminho alguns "nerds" com todos os seus uns e zeros, com toda a sua análise matemática, também tentam acabar com a tragédia da morte nas estradas e sim também a estes...
"Essas coisas acontecem todos os dias
E todos os dias saímos de casa
achando que jamais acontecerá connosco"
Hummm, acho que eles não pensam que jamais acontecerá... As probabilidades que venha a acontecer é que devem ser maiores ou menores ;-)
"Dizemos: "Que tragédia! Morreu tão cedo!"
Não acho que seja uma tragédia
Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência
Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais"
Realmente gostava que o Marcos se colocasse no lugar de um pai que perde uma ou duas das suas filhas e depois viesse dizer que não era trágico a sua perda e que elas morreram na horinha delas.
Concordo com as duas ultimas frases só acho que devem ser mais suportadas com mais argumentos, com mais substância, por exemplo poderia ser explicado com o Efeito Borboleta ou a Teoria do Caos, diga-se de passagem que seria um fato digno de se ver.
Nas próximas linhas o Sr. Piangers começa a brincar com todas as pessoas que alguma vez tiveram a infelicidade de abrir o seu texto para o ler, vejamos:
"Uma tragédia é não agradecer esse tempinho que estamos aqui
Uma tragédia é não valorizar a vida em família
Uma tragédia é trocar um sorriso do nosso filho pelo celular
Um passeio em família pelas preocupações do trabalho
Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje
Uma tragédia é passar a vida em branco
Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, hoje não
Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente
E a vida vai ficando para depois "
Agradecer a quem? Aos pais? A Deus?
Como é que se garante que uma vida em família é mais feliz do que uma outra vida qualquer?
Uma vida nunca é vivida em branco, tem que ter várias tonalidades algumas vezes mais claras outras mais escuras. Todas as pessoas têm os seus problemas da vida e os que não têm de vez em quando inventam-nos só para dar mais cor à vida.
As pessoas não se devem julgar com tanta leviandade, não se deve ter tamanhos pressupostos acerca de desconhecidos e depois fazê-los dispersarem pelo mundo. A vida, como o Marcos tinha dito, é um amontoado de caos e coincidência em que todos nós tentamos extrair um pouco de lógica por isso a vida nunca fica para depois porque a vida é isto.
"Um dia eu mudo de emprego
Um dia eu digo que gosto dela
Um dia eu faço essa viagem
Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto"
Neste bocadinho o apelo é feito às pessoas que têm falta de amor próprio, ou são definitivamente muito infantis, porque digamos: Porque é que eu não lhe direi que gosto dela? Ou dele, dependendo.
"Acho uma tragédia quando aprendemos
a valorizar o que temos só depois de perder
Acho uma tragédia viver de aparência
Acho uma tragédia ter comprado coisas
achando que isso seria felicidade
Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia"
Todas estas tristezas são facilmente ultrapassadas, são tristezas que são temporais, de resolução com um bom psicólogo e alguma força de vontade.
"A morte não é uma tragédia
Tragédia é quando a gente não viveu"
A morte é o nosso momento mais infeliz ou mais feliz, mas é sem dúvida um momento eterno, um momento que passando por lá já não há volta atrás. Temos neste momento as tragédias que se desenrolam no meio do mediterrâneo, na Líbia, nos morros do Rio de Janeiro... Eu vivi a tragédia da ida de uma tia e da ida de uma avó que me marcaram profundamente.
Mas a culpa deste texto aparecer aqui não é exclusivamente do Marcos! É também das pessoas que o idolatram, estas pessoas que com certeza não têm muito tempo para pensar, estas pessoas que têm sede de pertencerem a um grupo. Este homem parece um filosofo do café, uma pessoa que fala muito bem sem justificar nada do que diz.
Eu li este texto no meio das minhas cirurgias, por isso este texto andou aqui engasgado durante este tempo todo, desculpem se fui muito aborrecido.
A morte é uma tragédia!!!
Este personagem fez um texto que me desagrada profundamente.
"Não é uma tragédia"
Tão profundamente que lhe dedico este texto. Dedico este texto, neste blog porque maior parte dos seus comentários são acerca de crianças. Às vezes comenta a maneira como as outras pessoas criam as suas crianças, coisa que a mim pessoalmente me impressiona. Para mim é impossível fazê-lo, porque sei que a maneira como se cria uma criança é e deve ser única. No meio de sorrisos eu costumo dizer que cada casal faz o seu inferno. Agora, se ele é vermelho mais escuro quase preto ou rosa claro quase branco, só depende do mesmo. Todas as pessoas que leem o meu blog sabem que nunca o faço como forma de criticar ninguém. Mas neste caso vou abrir uma exceção, eu estive a pensar demasiado tempo nas palavras que este homem escreveu.
"Não é uma tragédia" parece-me pouco sentido, parece-me uma análise superficial do que é viver e morrer.
Tem tudo para dar bem, tem todas as frases feitas, todas os sentimentos preparados para serem digeridos sem reflexão.
"Essas coisas acontecem
Um jovem adoece no verão
Um senhor é atropelado por um taxi
A biopsia aponta que o tumor é maligno
Essas coisas acontecem todos os dias
E todos os dias saímos de casa
achando que jamais acontecerá connosco
Uma doença leva embora um pai
O médico comunica um exame preocupante
Uma moto atravessa um sinal fechado
Todos os dias isso acontece
E todos os dias os nossos planos são os mesmos
Trabalho almoço trabalho jantar
Não acho que seja uma tragédia
quando essas coisas acontecem com a gente"
Este homem só pode ser um daqueles homens que não dão valor à vida. Nem sequer percebe ou finge não perceber que há pessoas que se preocupam com a vida de outras, que se preocupam se amanhã o jovem que adoeceu no verão está vivo ou não, só porque são Humanos.
Esta coisa de ser Humano traz mais responsabilidades, não se resume a ir comunicar algumas palavras às grandes empresas para deixar todo o mundo em alegria supérflua e conseguir uma maquia prometida.
Se quisermos olhar com um bocado mais de distanciamento:
Podemos ver que as farmacêuticas investem muito do seu capital para evitar que os exames sejam assim tão preocupantes, que haja cura para o tumor... Os senhores que estão por de trás das farmacêuticas já compreenderam o valor capital da tragédia.
Temos ainda a industria dos transportes que investem todos os anos na segurança de todos os ocupantes e de todos os passageiros e que graças à inteligência artificial estamos mais perto de fazer com que aquela moto seja impossibilitada de atravessar no sinal fechado.
Observando a realidade com um olhar mais Humano temos milhares de cientistas a trabalharem no que gostam, a despenderem de milhões de horas a tentarem perceber como é que aquela bactéria evolui ou como é que aquele gene atua sobre nós. Fazendo o mesmo caminho alguns "nerds" com todos os seus uns e zeros, com toda a sua análise matemática, também tentam acabar com a tragédia da morte nas estradas e sim também a estes...
"Essas coisas acontecem todos os dias
E todos os dias saímos de casa
achando que jamais acontecerá connosco"
Hummm, acho que eles não pensam que jamais acontecerá... As probabilidades que venha a acontecer é que devem ser maiores ou menores ;-)
"Dizemos: "Que tragédia! Morreu tão cedo!"
Não acho que seja uma tragédia
Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência
Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais"
Realmente gostava que o Marcos se colocasse no lugar de um pai que perde uma ou duas das suas filhas e depois viesse dizer que não era trágico a sua perda e que elas morreram na horinha delas.
Concordo com as duas ultimas frases só acho que devem ser mais suportadas com mais argumentos, com mais substância, por exemplo poderia ser explicado com o Efeito Borboleta ou a Teoria do Caos, diga-se de passagem que seria um fato digno de se ver.
Nas próximas linhas o Sr. Piangers começa a brincar com todas as pessoas que alguma vez tiveram a infelicidade de abrir o seu texto para o ler, vejamos:
"Uma tragédia é não agradecer esse tempinho que estamos aqui
Uma tragédia é não valorizar a vida em família
Uma tragédia é trocar um sorriso do nosso filho pelo celular
Um passeio em família pelas preocupações do trabalho
Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje
Uma tragédia é passar a vida em branco
Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, hoje não
Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente
E a vida vai ficando para depois "
Agradecer a quem? Aos pais? A Deus?
Como é que se garante que uma vida em família é mais feliz do que uma outra vida qualquer?
Uma vida nunca é vivida em branco, tem que ter várias tonalidades algumas vezes mais claras outras mais escuras. Todas as pessoas têm os seus problemas da vida e os que não têm de vez em quando inventam-nos só para dar mais cor à vida.
As pessoas não se devem julgar com tanta leviandade, não se deve ter tamanhos pressupostos acerca de desconhecidos e depois fazê-los dispersarem pelo mundo. A vida, como o Marcos tinha dito, é um amontoado de caos e coincidência em que todos nós tentamos extrair um pouco de lógica por isso a vida nunca fica para depois porque a vida é isto.
"Um dia eu mudo de emprego
Um dia eu digo que gosto dela
Um dia eu faço essa viagem
Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto"
Neste bocadinho o apelo é feito às pessoas que têm falta de amor próprio, ou são definitivamente muito infantis, porque digamos: Porque é que eu não lhe direi que gosto dela? Ou dele, dependendo.
"Acho uma tragédia quando aprendemos
a valorizar o que temos só depois de perder
Acho uma tragédia viver de aparência
Acho uma tragédia ter comprado coisas
achando que isso seria felicidade
Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia"
Todas estas tristezas são facilmente ultrapassadas, são tristezas que são temporais, de resolução com um bom psicólogo e alguma força de vontade.
"A morte não é uma tragédia
Tragédia é quando a gente não viveu"
A morte é o nosso momento mais infeliz ou mais feliz, mas é sem dúvida um momento eterno, um momento que passando por lá já não há volta atrás. Temos neste momento as tragédias que se desenrolam no meio do mediterrâneo, na Líbia, nos morros do Rio de Janeiro... Eu vivi a tragédia da ida de uma tia e da ida de uma avó que me marcaram profundamente.
Mas a culpa deste texto aparecer aqui não é exclusivamente do Marcos! É também das pessoas que o idolatram, estas pessoas que com certeza não têm muito tempo para pensar, estas pessoas que têm sede de pertencerem a um grupo. Este homem parece um filosofo do café, uma pessoa que fala muito bem sem justificar nada do que diz.
Eu li este texto no meio das minhas cirurgias, por isso este texto andou aqui engasgado durante este tempo todo, desculpem se fui muito aborrecido.
A morte é uma tragédia!!!
terça-feira, 6 de março de 2018
A Raça da Catraia
Desde Agosto de 2017 eu tenho ido a Inglaterra fazer umas intervenções cirúrgicas únicas. Únicas porquê? Em primeiro lugar porque são feitas em mim. Em segundo, porque uma delas foi tentada pela primeira vez. O que leva a longos períodos de recuperação seguidamente por longos períodos de observação. Tudo isto em Inglaterra.
Desde o início que a minha pequena Luísa nunca gostou de me ver longe de casa, longe de si, sem lhe dar a atenção devida. Ela esteve lá durante uns dias iniciais, já a tínhamos sujeito a uma estadia em Londres, tinha ela meses, portou-se muito bem dentro do seu ninho a andar uma hora e meia de metro como uma menina grande!
Mas depois regressou com os avós maternos até perto de casa, num local onde se fizesse perceber melhor, onde há muito mais sol, onde há mais alegria, a Portugal. E começamo-nos a ver via Skype ou WhatsApp ou outro programa desses que tanto aproximam quanto afastam. Eu não me dou muito bem com esses programas, ou seja, não me costumo exprimir muito bem através de uma câmara. Diga-se de passagem, que nestas situações nunca me apetece exprimir nada, nem com a Luísa, nem com outra pessoa qualquer. É uma espécie de proteção para o mundo, uma forma de me concentrar. É a forma mais fácil de ouvir as palavras dos médicos, de as encaixar... No silêncio, para abrir rumo e espaço para que estas possam entrar e ecoar dentro da minha cabeça, para eu conseguir fazê-las tomar formas que façam sentido no meu ponto de vista. Espero que seja isto que a Luísa faça, pois quando nós nos encontramos no mundo virtual é assim que ela me responde. Diga-se de passagem que não é só nesses momentos que ela o faz, quando sua mãe se vai embora para a Alemanha ou Colômbia ou China... Ela também adota a mesma posição.
E aí começou a sua linha de perguntas, sempre com o mesmo intuito de me trazer para o seu lado. Perguntava inúmeras vezes quando é que eu vinha de Inglaterra, se eu já estaria bom ou melhor. Perguntas que são lógicas e críticas que parecem punhais a entrar no meu peito, claro que eu dizia sempre que faltava pouco, que já estaria um pouco melhor.
No dia 24 de Janeiro a minha menina fez anos. Três para ser claro, eu tive de passar o seu aniversário afastado dela. É claro que muita gente já passou o terceiro aniversário afastado dos seus, mas doeu... Dia 27 de Janeiro já tudo tinha passado, continuava internado em Inglaterra e estava junto à minha esposa, à minha filha, à minha sogra, à minha mãe, ao meu pai, à minha prima Filipa, aos meus dois amigos Jovita e António Correia. A todos estes o meu sincero obrigado. Quando eu, a minha Cristina e a minha Luísa estávamos ir de elevador desde a enfermaria até ao rés do chão a Luísa começa...
"- Ó pai, mas tu queres te vir embora ou não?"
Com pouco tempo para pensar e se calhar um bocado cansado respondi-lhe de forma fria.
"- Não!!! Claro que não!!! Não vês que me estou a tornar melhor e é por isso que aqui estou!!!
- Percebeste?"
Cabeça baixa, toda aquela forma empertigada, quase que me desafiando para um duelo de punhais, tinha sido varrida daquele pequeno corpo. Mas eu não tinha terminado aí, tinha que a fazer perceber, tinha de me assegurar que tinha percebido. Aumentei o volume da voz, um tom mais imponente, mais firme.
"- Percebeste??"
"- Percebi, só não falo!!!"
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