domingo, 7 de julho de 2019

USA

A viagem para Atlanta foi calma. Em si, é muito demorada! De certeza a viagem mais longa feita pela Luísa de avião, foi também a primeira vez que eu experimentei dar os meus auscultadores à Luísa...

Tinha comprado uns auscultadores com uma funcionalidade de cancelamento de ruído, para quando estou a trabalhar no espaço aberto conseguir ter um pouco de sossego.

Bom, depois de os tirar da sacola ponho-os nos seus ouvidos, coloco-os a dar musica e pergunto-lhe se ela gosta. "-Sim!!!" Diz a Luísa já completamente distraída pelo som dos desenhos animados. Depois clico no "on," e ela muito depressa e muito alto diz: "- Como é que fizeste isso!!!!" Aí sim, eu sabia que estavam a funcionar.

Quando chegamos eu fiquei imediatamente impressionado pelo tamanho do parque automóvel da cidade de Atlanta. E não estou a referir-me à quantidade de carros, estou-me a referir ao tamanho dos carros em si. É que a quantidade de suvs e jipes é enorme e o seu tamanho é desproporcional ao tamanho de qualquer parque europeu. Um X1 é um carro aproximadamente pequeno para aquela cidade.

Assim de repente vem nos uma pergunta à cabeça... Porque é que eu me proponho a gastar mais dinheiro num carro que gasta menos combustível e tem menos cavalos, enquanto que por este lado do lago eles estão pouco a borrifar-se para o ambiente? É nestas alturas que uma pessoa tem de ser Europeu.

Atlanta é uma cidade muito verde, aliás todo o estado está repleto de árvores. E eu vi alguns, muito poucos, quase nenhuns, mas cheios de força, carros híbridos e elétricos. Ah pois...

Enquanto estivemos em Atlanta ficamos alojados na casa do Paulo, irmão da Cristina. Uma casa de térrea, feita em madeira, com um "porch", tipicamente americana. Até trazia um cão chamado Byron e um ribeiro que corria alegremente por de trás da mesma. Olhando da rua era uma casa que se encontrava emoldurada pelo verde das árvores que ondulavam sempre que passava um pequena brisa. Pensando bem, aquilo que faltava era uma grande bandeira da União Europeia. 

Num dia, veio um homem tratar de arranjar algo dentro da casa. O Paulo e a Jen tinham ido trabalhar e nós estávamos lá por isso abrimos-lhe a porta. O homem disse que não entraria em casa devido ao cão.

Como a vontade dele era permanecer aos saltos a ladrar à porta, eu agarrei-o pela coleira, elevei o meu tom de voz e puxando-o, berrei "- Anda Byron!!! Come on Byron!!!" E levei-o até ao quarto do Paulo. Quando ao sair de lá, entro na sala e me dou com o olhar da Luísa com um ar de muita dúvida e com um pedacito de medo, digo-lhe "- Estás a ver, é assim que se tratam os animais!!!". Impondo-lhe assim a minha visão de especialista animal.

No dia seguinte, estou eu a entrar dentro do quarto e dou-me com a Luísa aos berros para o Byron "- Byron, Out!! Byron Out!!!". A mãe dela vem da sala muito aflita e ela reponde com um ar de desiludido "- O Byron não ouviu!!!"


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Festival no Complexo Municipal de Ginástica da Maia

A minha filha anda a fazer ginástica no Complexo Municipal de Ginástica da Maia, as instalações são muito boas, em meu entender e a minha filha gosta muito de lá andar.

No dia 29 de Junho de 2019 houve um festival, para que todas as turmas se apresentassem ao público, esse festival começava às 20:30.

É verdade que não fizemos qualquer inquirição sobre quando é que o nossa filha de 4 anos iria atuar, afinal deveria ser cedo, lá pelas 21:30 pensava que já deveria ter atuado.

Pois não, somente às 22:45 é que a minha menina teve essa possibilidade. Costumo deitá-la às 21:30 e ela despertou às 7:30 nesse dia.

Um aviso!!! Era somente o que eu pedia aos professores!!! Porque afinal de contas ter várias crianças de tão tenra idade a chorar no meio de um pavilhão cheio de luzes, som e cores garridas, não me parece que seja a forma mais assertiva de conduzir um espetáculo.

Com esperança de que as minhas palavras sejam ouvidas, vamos para um outro ano.

PS: Desculpem se este desabafo não foi no tom a que vos venho habituando