o olhar de um pai...
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Atitudes
domingo, 8 de setembro de 2024
30 de Agosto
Íamos de carro, dia 30 e a Cristina sugeriu convidar o Flávio para nos acompanhar comendo uma das suas comidas favoritas, vendo o Douro como pano de fundo. Meu dito deu feito telefonamos ao Flávio e este como é usual brincou com a Rita dizendo-lhe para repetir a frase:
"- O meu pai é Tóto!"
A Rita, obviamente, negou-se à repetição de tal frase. Afinal de contas o pai dela não era Tóto. O Narigudo veio jantar connosco. E passamos um bom bocado de tempo ali juntos a compartilhar comida e frases soltas.
Telefone desligado!
Luísa "- Porque é que o Flávio disse o meu pai é Tóto à Rita? Não percebo!
Cristina "-Oh! É uma das brincadeiras do Flávio, já sabes com é? Pensa que a Rita ainda é bébe e ainda tem dois anos!!"
Luísa "- A Rita não tem dois anos, mas olha...+"
Vira-se em direção à Irmã e diz "- Cóco, chi chi, pu!!"
Rita "- Ah ah ah ..." escacando-se a rir!!!!
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
Este foi o melhor dia da minha vida!
Hoje a Rita acordou muito bem disposta! Abordou a sua mãe de um jeitinho todo ele muito particular, uma forma à Paiva! Foi o que me foi dito pela Cristina!! ;-)
Rita "- Sabes uma coisa mãe, ontem por acaso passei pela dispensa e vi que tínhamos muitos leites com chocolate!!!" "- Posso beber um, por favor?"
Mãe "- Claro que sim, meu amor!" disse a Cristina com um sorriso nos lábios!
Pela manhã fora foram as duas sozitas até a uma consulta, enquanto estavam à espera do médico:
Rita "- Estou com um bocado de fome!"
Cristina "- Pois claro, só bebeste o leite achocolatado! Depois da consulta vamos comer qualquer coisa!"
Rita "- Pode ser de máquina? Pode?"
Cristina "- Não vejo aqui nenhuma máquina!"
Rita "- Eu vi uma lá em baixo!"
Compraram um saco de maças desidratadas! Um dos únicos alimentos em que o açúcar não é rei! Ao sair do hospital, foram a uma farmácia! Entraram na farmácia e de repente vê-se uma miúda de três anos, passando a fila de espera, para apontar para uma caixinha de pensos da Bluey que estava em disposição mesmo à sua altura à frente do Balcão!
Rita "- Olha mãe! A Bluey!!!"
Depois de ter passado umas belas horas cheias de mimo com a mãe, ter comprado as maças e a caixa da Bluey, a Rita soltou o desabafo:
"- Este foi o melhor dia da minha vida!!"
terça-feira, 16 de julho de 2024
Forte
A Ritinha é uma Mulher forte!!
Há umas cadeiras, pequenas, muito giras, são feitas de madeira e muito práticas para as crianças se sentarem. A Rita, de vez em quando, pega em peso uma dessas cadeiras e virando-se para mim, pergunta:
"- Eu sou fote?" ;-)
"- Sim Ritinha!" Esboçando um sorriso "- Tu és muito forte!"
Aí pousa a cadeira, levanta os braços e expondo os seus bíceps faz uma cara de... eu vou dizer má, mas realmente não consegue deixar de ter a sua cara de fofinha.
De quando em vez o quarto de banho está ocupado por Dona Rita, uma senhora possuidora de 3 aninhos de baixo do sol, depois de se aliviar chama a criadagem, eu, a mãe e a mana:
"- Já fiz!!" diz a Rita bem alto, com um tom de ordem!
A Luísa esteve mal da barriga nestes últimos dias. Deitada no sofá expelia tudo o que tinha comido, foi uma limpeza geral! Andou nestes preparos 10 horas. Olhava-se para ela e via-se que não estava bem.
Logicamente, a mais recente Rita, começou, no dia seguinte, a sua saga de expulsão de tudo o que tinha ingerido. O episódio da Rita demorou menos 3 hora do que o da sua irmã. No segundo a seguir a cada regorgitação, levantava a cabeça e com um ar energético diz à sua mãe:
"- Já fiz!!"
sábado, 13 de julho de 2024
Educação
Todas as pessoas que leem o que escrevo ficam com a impressão de que a nossa educação é muito rigida, diria que a Cristina é mesmo implacável com a educação da nossas filhas. Atos que para mim são de uma importancia vital para a bom desenvolvimento armonioso das crianças, afinal de contas quer se umas míudas que saibam sempre estar.
Estou-me a lembrar da princesa Leonor! Que bem ela representava toda a Espanha. Para além de trazer um fato elegantíssimo e sóbrio, mas com um certo arrojo, de côr vermelho! Sabe-se lá porque? Soube perfeitamente comportar-se com o nosso envelhecido Presidente da Républica.
A Cristina estava a falar com as filhas e como não poderia ser estavam as todas a brincar. A Rita estava a dizer algum disparate tão grande que a mãe:
"- Era, era... E depois eu dava-te porrada!!!"
Rita - "- Está bem! Mas tinha de ser porrada devagarinho!!"
sexta-feira, 12 de julho de 2024
Avôzinho querido!!
quinta-feira, 11 de julho de 2024
GPS
Nós usamos o telemóvel para nos orientar. ligamos o GPS, quando não sabemos qual é o melhor caminho.
De repente nota-se que a Rita anda à procura de algo pela casa fora.
Cristina - "- O que procuras, Ritinha?"
Rita - "- A Mana, onde está?"
A Mana estava no andar de cima no quarto de banho.
Cristina - "- Não sei Amor"
Rita - "- Dás-me o telemóvel?"
A Cristina franze o sobrolho e com a sua cara de caso "Number 5" pergunta:
"- Para que é que queres o telemóvel?"
Rita "- È para encontrar a Mana!"
domingo, 25 de junho de 2023
Terceiro dia para o São João
Na geometria euclidiana, uma reta é um conjunto infinito de pontos, linearmente ordenados, sem primeiro nem último.
É assim que para mim é o tempo, nós humanos é que delimitamos o tempo com o nascimento de alguém para nos podermos organizar.
Por isso no terceiro dia a contar para o nosso querido São João, andavam as minhas duas Tripeiritas a ajudar os avós a enfeitar o lado de fora da casa.
A meio da tarde, a Rita começou a apertar o vestido, a andar diferente como se esta estivesse desconfortável. Graças à perceção visual apuradíssima da sua avó, disse:
Avó "- Rita anda ao quarto de banho!"
Rita "- Não quero, o chi-chi não está para sair!"
Nada muito surpreendente na Rita, eu já aprendi, passado a primeira vez que se pede e ela não quer vir, pega-se na criança como se estivesse a pegar num saco de batatas, sem lhe dar muito tempo para chorar e coloca-se a mesma no topo do redutor ou em cima de um pote e magia.
Pois foi mais ou menos isso que se passou, a minha mãe pegou na Tripeira pela mão, ela começou a fazer de conta que chorava! Deve ter gritado, esperneado, feito uma grande birra, coisas que nasceram do seu intimo ou foram transmitidas pelo ar.
Concluindo, a Rita foi parar em cima do Pote.
Avó "- As lágrimas Rita, estavas agora mesmo a chorar?"
A Rita passou a mão pelo olhos, assim como quando se está a afagar umas tantas lágrimas que nos caem de quando em vez.
Rita "- Sumiram-se!!!"
A minha Tripeira fez chi-chi e cocó, muito pequenito, às bolinhas! Ao admirar aquilo, o produto do seu labor:
Rita "- Uí!!! São tão pequeninos! Já sei, são cocós bebés"
Não ficaram por ali os episódios da Rita no terceiro dia para o São João.
A Rita foi buscar uma mini-cadeira. No pátio estavam colocados uma mesa de plástico e várias outras cadeiras à sua volta. Esta ganapa, pegou na mini-cadeira colocou-a em cima da mesa, alçou-se a si para cima de uma outra cadeira, logo a seguir para cima da mesa e finalmente sentou-se no mini-trono a desfrutar da vista superior proporcionado pela altura em que se encontrava.
Isto ocorreu sem supervisão de um adulto, escusado será dizer que quando os meus pais repararam no local de visão da Rita passaram-lhe um raspanete!
Um dia, era ainda mais pequenita do que é neste momento, ela decidiu no seu intimo, que deitar-se ao chão espernear com os braços e as pernas e assim fazer uma birra iria resultar. Como os pais não lhe ligaram pevide, recriou o espetáculo mais quatro ou cinco vezes e como não obteve resultados cessou a representação!
domingo, 11 de junho de 2023
Minha Galega
Às vezes retira o polegar de dentro da sua boca, assim como quem tira um chupa-chupa, algo que lhe proporcione uma sensação de completude, uma sensação de satisfação, e começa a dizer:
Rita "- Bá ui to mu nedia o pá tá!!!"
Eu fico a olhar para a sua cara de ansiedade com a minha cara número 7. E perguntam-me, porque cara número 7? Porque "- Xiri biru-a tijo eh!" Estão a perceber?
É claro que ela quer estabelecer uma certa comunicação, eu com calma pergunto-lhe:
Pai: "- Desculpa Rita, será que podes repetir?"
Rita "- Bá ui to mu nedia o pá tá, ti!!!"
Desta vez deve ser comigo, embora não consiga deslindar qual o significado, tento perceber o que ela está a pensar, pois eu tenho a certeza absoluta que ela está a ouvir-se de uma forma muito bela e nítida.
Pai: "- Outra vez Rita?"
Aí ela muda de cara, como se tivesse falado para uma parede, nota-se que a ansiedade dá o seu ar de frustração e lá vai o chupa-chupa (desculpem polegar!) para dentro da boca! E a partir daí consigo ler a indiferença nas suas maçãs do rosto.
Mas isto não é somente da Rita, por exemplo eu era um troca-tintas quando me queria exprimir. Aliás, vim a ter um nome, com o qual se deleitavam para designar a minha forma de falar, o Vasconço.
Mas realmente existe esse verbo e até tem um significado real, https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/vasconcear.
De volta à Rita! Começou a exprimir-se de forma mais compreensiva, de vez em quando ouve-se na mesma uma ou outra palavra incompreensível mas sempre se consegue auferir o seu significado.
No outro dia estava a chover muito e nós 4 íamos de carro, virou-se para a audiência e perguntou:
Rita "- Porque o céu está a chorar?"
Foi uma pergunta bem bonita.
Pai "- Porque o céu não consegue ver o Sol!!"
Hoje depois do almoço, ainda de babete a Rita começa a brincar com uma banana e um alperce, cada um na sua mão. Então ela virava-se para cada um à vez e dizia:
Rita "- Vai a fugir, vai fugir...!" E afasta a peça.
Rita "- Só que não!" E comia um pedaço.
;-)
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domingo, 14 de maio de 2023
Visão do futuro
A Luísa tem o hábito de se acercar à minha presença e dizer:
“- Pai, eu adoro-te!!!”
É claro que eu fico extasiado. Quem não gosta que a sua filha adorada lhe diga que o adora?
“- Eu também te adoro, minha linda!”
E baba escorre por entre os longos e esbeltos pelos faciais, cauda balança de um lado para o outro, pintainhos cantam uma música primaveril e o sol abre sorridente e começa a aquecer os nossos corações.
Até que comecei a ficar farto. Lancei-me na procura do porquê desta aguardada confissão vinda da minha Luísa.
Adoro-a, porque ela é perfeitinha em tudo, ela esforça-se no estudo, na piscina, raramente levanta a voz. Eu tenho um exemplo de filha!
Ela tem um pai que não é assim tão adorável. Aliás, como todas as pessoas, de mais ou menos bom senso, que estejam a ler estas crónicas são capazes de atestar. Sou uma rica de uma prenda, segundo a minha tia Cândida! A partir daí são inúmeros os defeitos. Sou um humano não muito bem humorado. Olho a presença de estranhos de um modo desconfiado, contrariando a minha esposa. Separo as pessoas em caixinhas e tenho um juízo muito rápido, em quase tudo o que me interessa. Tenho a anormalidade de ter dois corações, mas isso até é o que menos interessa. Resumindo eu sei que não sou flor que se cheire.
E ela continua a dizer “- Pai, adoro-te!!”
Iniciei o plano “Visão do futuro!!!” Neste plano precisava de lhe mostrar que embora a adore, ela não me deve adorar. Nada como lhe fazer ver o futuro hoje.
Então ela aproximou-se de mim e voltou a repetir a mesma frase:
Luísa “- Pai, adoro-te!!!”
Dei-lhe um abraço e disse-lhe:
Vasco “- Oh filha eu também te adoro, mas…”
Intrigada, com a sobrancelha em riste:
L- “- Mas???”
V “- Aos 16 anos vais-me detestar, por vezes até odiar!”
Tenho que dizer que fui um pouco bruto, mas consegui o efeito pretendido, ela ficou com um ar de perplexidade.
L “- Mas, mas… Como sabes? Eu vou-te adorar para sempre!!”
V “- Não vais, não!!! Desculpa, mas vais-me detestar!”
L “- Sabes lá tu, eu não tenho 16!!”
V “- Todas as pessoas que têm 16 detestam os pais. Pergunta à tua mãe?”
Nunca passei essa fase, provavelmente achava que a vida era bastante mais interessante para eu estar a detestar os meu pais, mas conheço casos que detestaram os seus!
L “- Mãe??”
Cristina “- Sim é verdade!!”
Fiquei admirado, a minha querida mulher concordou comigo!!!!
L “- Mas como?”
V “- É fácil, tu não vais gostar que eu te impeça de sair à noite! Eu não vou gostar das tuas falta de roupa, por isso vou te proibir! E depois não vais gostar quando eu te enviar para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, para junto da cidade do teu tio!!!”
Ela sorriu, fez-me uma festinha na careca.
L ”- Tá! Isso depois vê-se!!”
Agora, intermitentemente ela chega acerca de mim e diz:
L “- Pai adoro-te!!”
V “- Pois filha, 16 anos…”
Coloca o olhar número 23 e encosta a cabeça no meu ombro.
domingo, 26 de março de 2023
Reconforto
Cheguei a casa da minha mãe e ela lá estava a passear sua neta mais nova. Para cima e para baixo ao logo da entrada dos automóveis a Rita era impelida sentada num triciclo.
Entrou a Cristina, seguida da Luísa e depois eu, mais vagaroso parecendo um idoso sem forças. A minha Lucília, a mãe com todos os pontos positivos e todos os negativos, virou-se para a Rita e perguntou-lhe "- Olha Rita, já viste quem já chegou!! De quem tu tiveste muitas saudades??"
Rita "- Da mãe!!!"
Avó com um ar de surpresa e com um certo sorriso amarelo "- E de quem mais?"
Rita "- Da mana!!!"
Avó com um bocadinho de desespero "- E tiveste a perguntar por ele a semana inteira?"
Rita " - Da mãe e da mana!!" com um suave sorriso matreiro
Aí tive de intervir, dei um passo para a frente e fiquei mesmo à frente dela. Ela abraçou-me e eu a ela estivemos assim uns bons 5 segundos.
sábado, 25 de fevereiro de 2023
Medo
Todas as pessoas sabem que medo é uma coisa séria, que se deve ter respeito pelo medo, que se deve ter medo do medo.
Por isso eu brinco com o medo.
Estávamos a jantar em casa dos meus pais e começamos a falar dos nossos medos, principalmente dos que tínhamos quando éramos pequenos.
A minha mãe tinha medo de dois bustos humanos que antigamente tomavam o seu lugar no topo das escadas. Também não eram os simples bustos ora vamos lá ver, eram mais as suas sombras fantasmagóricas que povoavam as paredes e os recantos do seu corredor.
A minha esposa é uma mulher muito valente, mas quando era pequenina tinha medo das riscas por debaixo da água e há vários géneros de riscas. Há aquelas que estão nas piscinas, as longitudinais? As que estão a dividir os espaços para os nadadores não se percam. Imaginem os nadadores sem riscas... Ou riscos que separam as zonas em que as pessoas perdem o pé! Mas também não eram as simples riscas ora vejamos, eram o ziguezaguear das riscas e a distorção que estas apresentam.
O meu pai não. O Sr. meu pai é um Homem sem medos.
O meu medo é um candelabro que ainda hoje se encontra no topo das escadas da casa dos meus pais. Tem três lâmpadas, que representa os cornos do Belzebu, no topo de três tocos de ferro quando as lâmpadas se acendiam, era como se transformassem em fogo e começasse o bicho a mover-se. Ainda havia as duas partes côncavas em que se juntavam os cornos flamejantes parecendo por isso os olhos do dito cujo. Ainda temos a boca, é um ponto que prende o candelabro à parede. Um parafuso!!!
As minhas filhas têm todos os medos e mais alguns. Do escuro, dos monstros, dos bonecos, dos tsunamis, etc, etc, etc
O medo de que vou falar, desta vez, é o medo dos tubarões. No outro dia estamos todos a conversar e a Luísa introduz o tema dos tubarões. Disse-lhe que há muitos tubarões, desde o tubarão baleia até ao cação e que em muitas espécies não têm grande interesse em nós. Que nós comemos inclusive. Mas parece-me que ela manteve a ideia dos dentes do tubarão a abrir e a fechar.
Então o que é que eu faço...
Vasco "- Ó Luísa, mas tu vais dormir no Oceanário?"
Olhar de pânico. "- Eles têm lá tubarões?"
Olhar de gozo. "- Dos grandes!!"
Luísa "- Mas têm lá vidro grosso?"
Vasco "-Humm, não sei se é suficientemente grosso!!"
Luísa "- Oh, ó pai!!!"
Vasco "- Mas tu pensas que tu vais ficar cá fora?? Eles vão te arranjar um escafandro e vocês vão todos dormir para dentro do aquario!! Não foi aquilo que dizia!!"
Luísa "- Oh, ó pai!!!" disse a Luísa a rir-se.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
Zé Manel Taxista
Por estes dias todas as manhãs acordo às 7 horas, faço as merendas para a minha filha mais velha, preparo o pequeno almoço para a população residente, ajudo duas pirralhas a vestirem-se, pego na Luísa e entrego-a ao Zé Manel Taxista.
Bem não exatamente ao Zé Manel Taxista, até porque a Zé Manel Taxista não se chama Zé Manel e muito menos é dona de um Táxi, embora por muitas e mais do que diversas vezes é o serviço que presta todos os dias de manhã. Faça chuva ou faça sol. E não ficamos nada a dever, espetáculo!!! Nos últimos dias ofereço um cafézito e um mini croissant, para não a deixar assim ... Sem nada!!!
A Maria Costa Pinto ajuda-nos imenso e sem nenhuma responsabilidade visível ou invisível. Quando acorda bem disposta, a Luísa tem longas conversas com a Maria, dá-lhe abraços nos quais coloca todo o seu peso em cima da Costa Pinto. Corre para lhe dar beijos, quando acorda bem disposta.
Pela informação que nos foi passada pela Pinto, a Luísa, no dia do seu oitavo aniversário, ia a falar da meteorologia, conversa de Táxi, e dizia:
Luísa "- Não está neve nem orvalho, está um frio que não se pode!!!"
Imaginem a reação da Maria.
Luísa
"- Foi a minha mãe que me ensinou!!"
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
"- Nada!"
Alto e pára o baile!
Já tinha ouvido esta reposta várias vezes de várias namoradas, mas da minha filha de dois anos...
Estava a olhar para a televisão e a minha Rita estava entretida a brincar quando de repente dá um grito de frustração! Rapidamente a minha atenção divergiu para a Rita, pergunto "- O que foi Rita??" E ela respondeu-me com uma voz de frustrada "- Nada!!!" A minha esposa virada para mim diz-me "- Já sabes que tens aqui uma filha! Feminina!!!"
Tinha tido uma filha tão cheia de lógica, tão agarrada às suas verdades, uma filha que era um anjinho!! E agora aparece-me uma "Nada". Bom, é certo que ela tomou o seu tempo para deixar de se deitar no chão a espernear, é certo que ela só faz o que quer na piscina, é certo que ela começou a falar mais tarde, mas...
"Nada"
Depois começo a apaixonar-me pela tempestade impulsiva que a Rita representa, no outro dia quando eu estava a querer que ela se despachasse:
Pai: "- Anda lá Rita, ajuda-me, vamos para a casa da tua avó!!"
Resposta da Rita de cima das suas sapatilhas vermelhas.
"- Um beichinho mãe!!!"
E foge-me a duas sapatilhas para o quarto da mãe.
Mãe: "- Adeus!!"
E vem-me aquele pequeno repolho todo contente disposto a ir ter com a avó.
Mas da Rita há mais.
À noite quando estou a deitar as duas, começo a desligar as luzes, a falar de vagar quase a sussurrar, visto as duas meninas e começo a indicar-lhes a cama. A Luísa pede-me para dormir coma irmã e eu acedo. Quando as deito às duas e estou quase a desaparecer, ouço a voz da Rita:
"- Beichinho!"
Um sorriso enche-me a face.
"- Queres um beijinho..." Muaaaaa " ...dorme bem!"
Rita "- À mana!!"
Não sei se é possível, nesse momento eu sorri duplamente.
Muaaa "- Durmam bem!!!"
domingo, 6 de novembro de 2022
Não chove!!
Era noite!
Estávamos a regressar a casa, era uma sexta, dia 28 de Outubro. A exaustão da semana estava presente no meio de nós.
O frio parecia ter aumentado e as primeiras gotas começaram pintar o para-brisas. No nosso carro costumam-se notar as primeiras gotas, principalmente porque os vidros têm aquela pequenina película de sujidade que o acompanha até à revisão seguinte.
Nunca percebi aquela convulsão de ter o carro brilhante! Nunca a tive! Não sei o que é?! E sinceramente não a percebo.
Entramos na VCI, estava bastante trânsito, muitas luzes vermelhas e amarelas que formam formas engraçadas enquanto o dilúvio começava a cair.
E ouve-se uma voz de bebé "- Mãe, bicho mãe, bicho!" Eu fiquei um pouco admirado, será que nós temos um bicho dentro do carro, ainda olhei para o carro muito depressa pois faltava-me o tempo para olhar a estrada e via tudo escuro. A mãe da Rita olhou para trás e apercebeu-se que o braço estava direcionado para o para-brisas. "-Não filha! É o limpa para-brisas a funcionar!"
Olhou para mim, exclamou "- Ela não se lembra de ver o para-brisas a funcionar! Já viste há quanto tempo já não chove?!"
segunda-feira, 5 de setembro de 2022
Já chegamos???
Quando estamos a viajar de carro, passado 30 minutos, ou uma hora, ou quando a paciência da Luísa se extingue, chega a hora de nos azucrinar a cabeça e começa a perguntar:
"- Já chegamos???"
Ao que nós respondemos:
"- Não"
E passado pouco tempo, ela volta a perguntar e nós voltamos a responder. Isto como é óbvio torna-se um pouco cansativo, até que eu respondo:
"- Sim, sim, já chegamos!!! " Quer tenhamos chegado ou não. ;-)
Agora que nós já temos a Rita...
Vejam bem o drama:
quarta-feira, 17 de agosto de 2022
Expressões idiomáticas
Os espirros da Luísa são muito parecidos com os meus, não sei como começou, mas comecei a controlar os espirros. De tal forma que hoje em dia dou espirros que mais parecem explosões contidas no interior do meu peito. Adiante!
... sem lenço, sem mão, escusado será dizer que o
ranho verde, do interior do lindo narizinho da minha filha, ficou
pendurado do seu nariz! A balouçar!!!
O meu amor, Cristina olhou para trás e como é aquela pessoa adorável, espontânea, sem barreiras linguísticas disse no calor do momento "- Que noooojjo, Luísa!!!"
E do outro lado do veículo a Rita escacava-se a rir do momento presenciado.
No dia seguinte a Ritinha chegou à nossa beira e com o seu ar malandro faz de conta que espirra:
"- Cheeeeeuuu..."
Limpa o ranho levando a mão à boca:
"- Que noooojjo!!!"
"- Tem piaaaaaaaadda!!"
Foi de fácil articulação, para quem fala pouco...quarta-feira, 20 de julho de 2022
Unícornio
Já se passou há alguns meses.
A Rita mal falava, mas sabia veicular perfeitamente a sua mensagem, também me dizem que eu era assim, não falava nada mas conseguia fazer-me entender perfeitamente. É o que dizem!! As más línguas! ;-)
Era noite e a Cristina foi deitá-las, beijinho para o pai, lavar os dentes, fazer chichi e deitar na cama.
A cama e o berço estavam colocadas lado a lado, com um intervalo de um metro, talvez um metro e meio, mas mais não seria. Até que a Rita começou a pedir para se aproximar mais da sua Mana, para se encostar, para dormir pegada à Mana!! Ora, como o pedido foi recebido e não havia razão para dizer que não, lá foi a Rita dormir quase em cima da Luísa.
Nessa noite a Luísa estava aborrecida e começou a chorar quando se viu deitada na cama. O choro era porque a irmã estava com o seu peluche favorito da altura, o Unicórnio. Por entre a voz apaziguadora da Cristina a Rita olhou para o Unicórnio olhou para a Mana e num ato altruísta passou-o entre as grades.
E tranquilamente dormiram bem.
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Rita!!!
domingo, 7 de julho de 2019
USA
Tinha comprado uns auscultadores com uma funcionalidade de cancelamento de ruído, para quando estou a trabalhar no espaço aberto conseguir ter um pouco de sossego.
Bom, depois de os tirar da sacola ponho-os nos seus ouvidos, coloco-os a dar musica e pergunto-lhe se ela gosta. "-Sim!!!" Diz a Luísa já completamente distraída pelo som dos desenhos animados. Depois clico no "on," e ela muito depressa e muito alto diz: "- Como é que fizeste isso!!!!" Aí sim, eu sabia que estavam a funcionar.
Quando chegamos eu fiquei imediatamente impressionado pelo tamanho do parque automóvel da cidade de Atlanta. E não estou a referir-me à quantidade de carros, estou-me a referir ao tamanho dos carros em si. É que a quantidade de suvs e jipes é enorme e o seu tamanho é desproporcional ao tamanho de qualquer parque europeu. Um X1 é um carro aproximadamente pequeno para aquela cidade.
Assim de repente vem nos uma pergunta à cabeça... Porque é que eu me proponho a gastar mais dinheiro num carro que gasta menos combustível e tem menos cavalos, enquanto que por este lado do lago eles estão pouco a borrifar-se para o ambiente? É nestas alturas que uma pessoa tem de ser Europeu.
Atlanta é uma cidade muito verde, aliás todo o estado está repleto de árvores. E eu vi alguns, muito poucos, quase nenhuns, mas cheios de força, carros híbridos e elétricos. Ah pois...
Enquanto estivemos em Atlanta ficamos alojados na casa do Paulo, irmão da Cristina. Uma casa de térrea, feita em madeira, com um "porch", tipicamente americana. Até trazia um cão chamado Byron e um ribeiro que corria alegremente por de trás da mesma. Olhando da rua era uma casa que se encontrava emoldurada pelo verde das árvores que ondulavam sempre que passava um pequena brisa. Pensando bem, aquilo que faltava era uma grande bandeira da União Europeia.
Num dia, veio um homem tratar de arranjar algo dentro da casa. O Paulo e a Jen tinham ido trabalhar e nós estávamos lá por isso abrimos-lhe a porta. O homem disse que não entraria em casa devido ao cão.
Como a vontade dele era permanecer aos saltos a ladrar à porta, eu agarrei-o pela coleira, elevei o meu tom de voz e puxando-o, berrei "- Anda Byron!!! Come on Byron!!!" E levei-o até ao quarto do Paulo. Quando ao sair de lá, entro na sala e me dou com o olhar da Luísa com um ar de muita dúvida e com um pedacito de medo, digo-lhe "- Estás a ver, é assim que se tratam os animais!!!". Impondo-lhe assim a minha visão de especialista animal.
No dia seguinte, estou eu a entrar dentro do quarto e dou-me com a Luísa aos berros para o Byron "- Byron, Out!! Byron Out!!!". A mãe dela vem da sala muito aflita e ela reponde com um ar de desiludido "- O Byron não ouviu!!!"












