Estava eu a lavar a loiça da noite anterior e chegam as minhas meninas, toda uma revolução de sons, cheiros, sentimentos se apoderaram da casa.
A Cristina dirigindo-se para mim disse "-Ela já sabe contar até dez!!! Sabes?" Como de tão estapafúrdia me pareceu esta afirmação eu não demorei muito a concordar "-Claro amor, claro...". Eu acho que a Cristina deve ter percebido que estava a ser demasiado condescendente.
Então começou:
Cristina: "- Luísa, conta!!! Um..."
A Luísa estava bem sintonizada com a mãe, bem disposta e começou a entrar na brincadeira.
Luísa: "- Dos!"
Cristina: "- Três..."
Aí eu pensei "Já está! Fez o seu brilharete!"
Luísa: "- Quato!!"
Cristina: "- Cinco..."
Comei a ficar intrigado, nunca a tinha visto a contar tanto!
Luísa: " - Seiiis!!!"
Cristina: "- Sete..."
Olha, olha, será que ela irá conseguir
Luísa: " - Oto!!!"
Cristina: "- Nove..."
Eu já estava de boca aberta, a pensar "A miúda é magnífica!!!"
Luísa: " - Dess!!!"
E foi aí que fiquei surpreendido! Quem me haveria de dizer que a minha Cristina conseguiria contar de 1 a 9 !!! ;-)
Bom natal!!!
sábado, 24 de dezembro de 2016
Abraço
Um abraço da Luísa é um processo pelo qual uma pessoa consegue tomar noção do nível de apreciação da Luísa por nós.
Há vários tipos de abraço.
Um
abraço que ela às vezes dá é aquele abraço que uma pessoa pede
(insistentemente) e que ela dá como se não lhe apetecesse muito. Ela
quer é brincar, ou fazer uma das suas múltiplas atividades que são
sempre muito urgentes e importantes para ela. É um abraço em que ela
nos coloca as mãos sobre os ombros e imediatamente de seguida está a
espernear-se toda para a colocarmos no chão. É o chamado abraço rápido -
quase que nos consegue informar que nós estamos ali a mais. (Eu,
obviamente, nunca hei-de acreditar nessa informação!!!)
O abraço cheio de sono, ou de quando ela cai e está a chorar, é um abraço com força dado sem necessitarmos de pedir nada. É
um abraço que sabe muito bem. É do género de abraço que nos faz saber
que ela gosta de nós, que precisa de nós, nem que seja estarmos com ela
uns minutitos a ouvi-la chorar e depois falar um bocadinho mais grosso e
dizer-lhe que afinal de contas está tudo bem, o seu mundo não ruiu.
O
melhor abraço de todos. Por vezes dá-se quando a estamos a tirar do
carro e ela está a dormir, outras quando lhe estamos a fazer alguma
coisa que ela gosta bastante. É quando uma pessoa, ao tentar levantá-la
do lugar do carro, lhe mete as mãos por detrás das costas e ela levanta
muito tranquilamente os braços à espera que a puxem para os ombros. Aí,
nos nossos ombros, ela apoia a cabeça no ombro esquerdo passando a mão
esquerda para o ombro direito e abraçando-nos com a mão direita sobre o
braço esquerdo. Às vezes talvez utilize as suas pernas para vincar o seu
abraço. Mas não é só... O topo do bolo vem por vezes enfeitado uma
cereja, ou seja, ela dá-nos umas três ou quatro tapinhas nas costas...
sábado, 5 de novembro de 2016
Doce fare Niente
Estava
eu sentado no meu sofá a saltar de notícia em notícia sem procurar nada
em especial aproveitando este sábado de manhã em que não posso sair de
casa, para viver um pouco de "Doce fare Niente".
A
Luísa estava ao meu lado, muito entretida com o seu Baby Tv , com um
biberão de leite, passando da posição sentada para deitada e vice versa,
também ela aproveitando o seu tempo.
Quando
o biberão da Luísa acabou ela começou a brincar com ele. Já deitada no
sofá estica o braço com o biberão assim como "- Toma lá, já acabei de
beber, gostei muito de brincar com ele, arruma!!!". Eu sem olhar para
ela, peguei imediatamente no biberão e continuei a ler a notícia...
Poucos
segundos depois comecei a pensar: Espera aí, algo está muito mal nesta
situação, eu devia estar a ensinar esta menina a fazer as coisas, não
deveria estar a ensiná-la a recorrer a alguém para que os seus próprios
problemas fiquem resolvidos!!!
Virei-me para a Luísa
dando-lhe o biberão e disse "-Vai a cozinha colocar o biberão!" e ela o
assim fez, parcialmente. Ela levantou-se com o biberão ficando parada
ainda a olhar para o Baby Tv, eu repeti "-Anda lá mulher, vai lá pousar o
biberão". E para meu grande espanto ela começou a dirigir-se para a
cozinha parando na porta, vira-se para mim e diz "Já vou, já vou..." e
mais algumas palavras que me foram impossíveis de decifrar.
sábado, 1 de outubro de 2016
Sentido de humor
No outro dia encontrava-me na sala e vejo que a Luísa passa por mim, com o seu passo apressado de quem tivesse algo de muito importante a fazer.
Nós compramos um apartamento que tem vários interruptores que eram utilizados para chamar a empregada e estes interruptores têm o mesmo som do interruptor que existe na entrada do prédio. É um prédio antigo...
A Luísa dirige-se para um desses interruptores, sobe para cima de um sofá que esta encostado à parede onde está o seu alvo, coloca-se de pé e toca no interruptor.
Ora bem, isto iria-se passar se ela quisesse ligar ou desligar as luzes, como todas as crianças alguma vez na vida se entretêm, mas...
Depois de tocar, desce muito rapidamente do sofá, vai até à porta de entrada, espera pela mãe que vem do quarto, e coloca-se com o braço estendido para a mesma porta e diz para a mãe "-Humm...". Com um sorriso nos lábios de orelha a orelha!!!!
Nós compramos um apartamento que tem vários interruptores que eram utilizados para chamar a empregada e estes interruptores têm o mesmo som do interruptor que existe na entrada do prédio. É um prédio antigo...
A Luísa dirige-se para um desses interruptores, sobe para cima de um sofá que esta encostado à parede onde está o seu alvo, coloca-se de pé e toca no interruptor.
Ora bem, isto iria-se passar se ela quisesse ligar ou desligar as luzes, como todas as crianças alguma vez na vida se entretêm, mas...
Depois de tocar, desce muito rapidamente do sofá, vai até à porta de entrada, espera pela mãe que vem do quarto, e coloca-se com o braço estendido para a mesma porta e diz para a mãe "-Humm...". Com um sorriso nos lábios de orelha a orelha!!!!
Anda...
A nossa Luísa está cada vez mais inteligente, sai à mãe!!!
Isto que vos conto é uma passagem em terceira pessoa... Num belo dia de Setembro...
O meu velho e sábio pai, já vou ouvir das boas ;-) , gravou o famoso debate entre a Hillary e o Donald, debate esse bastante interessante, para o meu pai e presenciava-o sentado no seu confortável sofá.
Ora bem uma criança como a Luísa não tem exatamente o mesmo interesse em políticas externas dos Estados Unidos, eu próprio fiz um questionário à Luísa para saber o que ela compreendia:
Vasco "- Luísa, sabes o que é o Estados Unidos da América ?"
Luísa "-Ahh??"
Vasco "-Luísinha tens a noção do que é politica ?"
Luísa "-Ahh??"
Ficou a olhar para mim com cara de quem pensa: "- O que raio estás a dizer?!?!"
Por isso e por não estar a passar o BabyTV, com os seus desenhos animados favoritos Billy Bam Bam, começou, por mais estranho que pareça, a choramingar para ver se a tiravam de casa para ver o seu muito mais interessante mundo.
Então o meu pai e agora parece que o estou a ver, levantou-se muito devagar ainda a olhar para a televisão e parou... Ficou de pé, ainda a admirar o debate de guerreiros que estava a passar na televisão, com as mãos cerradas como se ele estivesse diretamente envolvido no mesmo.
A Luísa é muito boa pessoa, só que aí foi buscar as chaves de casa. Apanhou-as em cima do balcão da cozinha, chegou à beira do meu pai, abriu-lhe a mão e colocando-as na mesma cerrou-a novamente. Saiu, sem dizer nada, direção porta, como dizendo já tens tudo não quero saber de mais nada, anda...
Isto que vos conto é uma passagem em terceira pessoa... Num belo dia de Setembro...
O meu velho e sábio pai, já vou ouvir das boas ;-) , gravou o famoso debate entre a Hillary e o Donald, debate esse bastante interessante, para o meu pai e presenciava-o sentado no seu confortável sofá.
Ora bem uma criança como a Luísa não tem exatamente o mesmo interesse em políticas externas dos Estados Unidos, eu próprio fiz um questionário à Luísa para saber o que ela compreendia:
Vasco "- Luísa, sabes o que é o Estados Unidos da América ?"
Luísa "-Ahh??"
Vasco "-Luísinha tens a noção do que é politica ?"
Luísa "-Ahh??"
Ficou a olhar para mim com cara de quem pensa: "- O que raio estás a dizer?!?!"
Por isso e por não estar a passar o BabyTV, com os seus desenhos animados favoritos Billy Bam Bam, começou, por mais estranho que pareça, a choramingar para ver se a tiravam de casa para ver o seu muito mais interessante mundo.
Então o meu pai e agora parece que o estou a ver, levantou-se muito devagar ainda a olhar para a televisão e parou... Ficou de pé, ainda a admirar o debate de guerreiros que estava a passar na televisão, com as mãos cerradas como se ele estivesse diretamente envolvido no mesmo.
A Luísa é muito boa pessoa, só que aí foi buscar as chaves de casa. Apanhou-as em cima do balcão da cozinha, chegou à beira do meu pai, abriu-lhe a mão e colocando-as na mesma cerrou-a novamente. Saiu, sem dizer nada, direção porta, como dizendo já tens tudo não quero saber de mais nada, anda...
sábado, 11 de junho de 2016
Nós Primavera Sound
Como começa a ser tradição no nosso vasto aglomerado familiar (eu a Cristina e a Luísa), fomos aos três dias deste excêntrico festival.
Tudo aquilo que eventualmente possa dizer dos primeiros dois dias nunca terá o mesmo impacto do que do terceiro dia, porquê? Porque nos primeiros dois dias somente fui eu e a Cristina, o terceiro foi a Luísa também.
No ultimo dia estávamos nós muito bem deitados a apanhar sol com a nossa mais pequena a comer um iogurte sozinha. A Luísa e a sua colher, com uma babete sentada a desfrutar do mesmo sol e a ouvir a mesma musica. Ela já começa a dar os seus pezinhos de dança...
Quando de repente somos abordados por um jovem que ia a passar, juntamente com duas amigas e de repente parou a sua marcha e fixando o olhar na Luísa, pergunta em tom de admiração. "-Ela já come sozinha?"
A Cristina prontificou-se a responder "-Já, ela come assim, já há algum tempo!!!"
Jovem "-Eu tenho um sobrinho que é um terror!!!" "-Por acaso não me sabem dizer qual a aplicação que se deve instalar?"
Aí fui eu "- 4x4 alimenta em todo o terreno!!!"
O jovem bem parecido, sorriu e já tinha obtido as gargalhadas das suas amigas, foi-se embora todo contente.
A Cristina pegou num lenço imaginário limpou a baba e depois limpou a minha.
Agora já sei o quanto é tão bom ouvirmos falarem bem dos nossos filhos
Tudo aquilo que eventualmente possa dizer dos primeiros dois dias nunca terá o mesmo impacto do que do terceiro dia, porquê? Porque nos primeiros dois dias somente fui eu e a Cristina, o terceiro foi a Luísa também.
No ultimo dia estávamos nós muito bem deitados a apanhar sol com a nossa mais pequena a comer um iogurte sozinha. A Luísa e a sua colher, com uma babete sentada a desfrutar do mesmo sol e a ouvir a mesma musica. Ela já começa a dar os seus pezinhos de dança...
Quando de repente somos abordados por um jovem que ia a passar, juntamente com duas amigas e de repente parou a sua marcha e fixando o olhar na Luísa, pergunta em tom de admiração. "-Ela já come sozinha?"
A Cristina prontificou-se a responder "-Já, ela come assim, já há algum tempo!!!"
Jovem "-Eu tenho um sobrinho que é um terror!!!" "-Por acaso não me sabem dizer qual a aplicação que se deve instalar?"
Aí fui eu "- 4x4 alimenta em todo o terreno!!!"
O jovem bem parecido, sorriu e já tinha obtido as gargalhadas das suas amigas, foi-se embora todo contente.
A Cristina pegou num lenço imaginário limpou a baba e depois limpou a minha.
Agora já sei o quanto é tão bom ouvirmos falarem bem dos nossos filhos
sábado, 7 de maio de 2016
Sumo de Laranja
Nós almoçamos sempre com a Luísa presente, ao nosso lado, a digerir outro género de comida, algo que lhe faça melhor, espero!
Hoje a menina Luisinha fez birra, pegou no prato cheio e deu-o à Cristina. Apontava para o jarro com sumo de laranja e recusava comer. Ora como me bem conhecem já estão a perceber como eu reagi: Não há problema, não quer comer não come, o sumo continua na jarra. Tudo isto como uma atuação normal da minha parte em recusar qualquer tipo de comida à minha filha.
Este género de procedimento costuma resultar. Pelo menos comigo resultou graças aos meus pais. Com a Luísa também resultou ou quase... Ela comeu mais de metade do prato, depois de muitas vezes eu ter repetido "Faz o que quiseres, tens aí a comida e só bebes o sumo depois de a comer".
Depois de lhe ter colocado um copo de vidro com sumo à frente, ela agarrou neste e começou a beber. Vocês deviam ter lá estado para ver os seus olhitos e toda a expressão de felicidade que a inundava a cada gole daquele precioso liquido.
Parou naturalmente de beber e disse "-Muito bom!!!"!!!
Espetacular!!! Já a tinha ouvido falar bastantes vezes, coisas como "Quero ver" ou "Abre" ou ainda "Água" já para não falar nos típicos chamamentos pelos seus membros familiares mais próximos, mas nunca tinham saído assim de forma tão espontânea, ou se calhar sou eu que sou pai pela primeira vez.
Mais tarde ela pediu um iogurte à Cristina, da sua maneira bastante expressiva que não precisa de palavras, eu ouvi um pedido da sua mãe para ela dizer obrigada, coisa que naturalmente foi ignorada.
Quando se sentou a comer junto da mãe, eu insisti com ela mais que uma vez, e ela disse "- Gada".
Não me lembro de alguma vez ter acontecido, um pedido para que a Luísa diga algo e ela responder.
Hoje a menina Luisinha fez birra, pegou no prato cheio e deu-o à Cristina. Apontava para o jarro com sumo de laranja e recusava comer. Ora como me bem conhecem já estão a perceber como eu reagi: Não há problema, não quer comer não come, o sumo continua na jarra. Tudo isto como uma atuação normal da minha parte em recusar qualquer tipo de comida à minha filha.
Este género de procedimento costuma resultar. Pelo menos comigo resultou graças aos meus pais. Com a Luísa também resultou ou quase... Ela comeu mais de metade do prato, depois de muitas vezes eu ter repetido "Faz o que quiseres, tens aí a comida e só bebes o sumo depois de a comer".
Depois de lhe ter colocado um copo de vidro com sumo à frente, ela agarrou neste e começou a beber. Vocês deviam ter lá estado para ver os seus olhitos e toda a expressão de felicidade que a inundava a cada gole daquele precioso liquido.
Parou naturalmente de beber e disse "-Muito bom!!!"!!!
Espetacular!!! Já a tinha ouvido falar bastantes vezes, coisas como "Quero ver" ou "Abre" ou ainda "Água" já para não falar nos típicos chamamentos pelos seus membros familiares mais próximos, mas nunca tinham saído assim de forma tão espontânea, ou se calhar sou eu que sou pai pela primeira vez.
Mais tarde ela pediu um iogurte à Cristina, da sua maneira bastante expressiva que não precisa de palavras, eu ouvi um pedido da sua mãe para ela dizer obrigada, coisa que naturalmente foi ignorada.
Quando se sentou a comer junto da mãe, eu insisti com ela mais que uma vez, e ela disse "- Gada".
Não me lembro de alguma vez ter acontecido, um pedido para que a Luísa diga algo e ela responder.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Pé ante pé
No dia seguinte à minha última publicação a Luísa chegou ao estágio evolutivo que se pode considerar que ela já anda.
Isto não foi fácil, passou por várias fases. Começou há muito tempo atrás! Realmente... A Luísa tem apenas um ano de idade. Tivemos uma frequência de alegrias, de conquistas, de desenvolvimentos, que até parece que já se passou muito mais tempo, mas sem passar... Compreendem?
Há três meses atrás, mais ou menos, a Luísa colocou-se a dar uns passitos... Muito inseguros, segura sempre pelas mãos dos meus pais. O meu pai, Dido para os amigos próximos, Cândido nome de batismo, disse "- Mais umas duas semanitas e a Luísa já está a andar." A Luísa, é que não foi cá com predições, demorou o seu tempo e com segurança, passadas umas semanitas já conseguia andar só agarrada a uma mão.
Passou-se tempo... E há coisa de quatro semanas, a minha mãe disse que se chamasse a Luísa desde 50 centímetros de distância ela iria ter com ela!!! Eu, claramente que tentei a partir de 50 cm e a Luísa vinha ter comigo. Mas claro, tinha de ser abusador e pedi desde 1 metro. Começou a andar e passado 51 cm, a perna direita não se moveu tão de pressa quanto expectável, a perna esquerda já estava no ar e.. Trambolhão, apoiado pelos braços do pai.
A partir daí foi um piscar de olhos! Começou a aprender a cair, inclinava-se para a frente, cu para trás e pronto... Já estava em cima das fraldas. De vez em quando, tropeçava e a cabeça dela tomava uma aceleração, fora do vulgar, na direção de algum objeto inanimado que lhe opusesse. A sua face enchia-se de lágrimas, o tom da sua pele tornava-se crescentemente avermelhado e ela chorava, nem que fosse por parcos minutos como forma de afirmar a sua presença no mundo e talvez como forte protesto perante a firmeza de tal objeto.
Até que sábado a Cristina disse-me que tinha ouvido da minha mãe, que a Luísa já andava. Pensei de mim para o meu umbigo "- Oh, lá estão eles a inventar! A Luísa ainda precisa de ajuda senão cai! Deixem a miúda em paz, quando ela quiser ela começa a andar!!!"
No mesmo dia, fui buscar a Luísa grande (sogrinha) que me fez a pergunta se a Luísa já andava, eu respondi exatamente aquilo que pensava. Ao chegar a casa, olho para a Luísa pequena e vejo-a de pé, sozinha a ir em direção a uma cadeira. Só reagi passado meio segundo, assim como o pateta quando apanha com um cofre na cabeça e necessita abaná-la para voltar à realidade. Esboçou-se um sorriso na minha face, pela primeira vez eu vi aquele passo tão tosco e tão leve que é capaz de se desconchavar com o vento, a rir com uma cara deliciosa, com os dois braços abertos que parecem levar o mundo entre eles, na direção do local que ela própria escolheu.
Isto não foi fácil, passou por várias fases. Começou há muito tempo atrás! Realmente... A Luísa tem apenas um ano de idade. Tivemos uma frequência de alegrias, de conquistas, de desenvolvimentos, que até parece que já se passou muito mais tempo, mas sem passar... Compreendem?
Há três meses atrás, mais ou menos, a Luísa colocou-se a dar uns passitos... Muito inseguros, segura sempre pelas mãos dos meus pais. O meu pai, Dido para os amigos próximos, Cândido nome de batismo, disse "- Mais umas duas semanitas e a Luísa já está a andar." A Luísa, é que não foi cá com predições, demorou o seu tempo e com segurança, passadas umas semanitas já conseguia andar só agarrada a uma mão.
Passou-se tempo... E há coisa de quatro semanas, a minha mãe disse que se chamasse a Luísa desde 50 centímetros de distância ela iria ter com ela!!! Eu, claramente que tentei a partir de 50 cm e a Luísa vinha ter comigo. Mas claro, tinha de ser abusador e pedi desde 1 metro. Começou a andar e passado 51 cm, a perna direita não se moveu tão de pressa quanto expectável, a perna esquerda já estava no ar e.. Trambolhão, apoiado pelos braços do pai.
A partir daí foi um piscar de olhos! Começou a aprender a cair, inclinava-se para a frente, cu para trás e pronto... Já estava em cima das fraldas. De vez em quando, tropeçava e a cabeça dela tomava uma aceleração, fora do vulgar, na direção de algum objeto inanimado que lhe opusesse. A sua face enchia-se de lágrimas, o tom da sua pele tornava-se crescentemente avermelhado e ela chorava, nem que fosse por parcos minutos como forma de afirmar a sua presença no mundo e talvez como forte protesto perante a firmeza de tal objeto.
Até que sábado a Cristina disse-me que tinha ouvido da minha mãe, que a Luísa já andava. Pensei de mim para o meu umbigo "- Oh, lá estão eles a inventar! A Luísa ainda precisa de ajuda senão cai! Deixem a miúda em paz, quando ela quiser ela começa a andar!!!"
No mesmo dia, fui buscar a Luísa grande (sogrinha) que me fez a pergunta se a Luísa já andava, eu respondi exatamente aquilo que pensava. Ao chegar a casa, olho para a Luísa pequena e vejo-a de pé, sozinha a ir em direção a uma cadeira. Só reagi passado meio segundo, assim como o pateta quando apanha com um cofre na cabeça e necessita abaná-la para voltar à realidade. Esboçou-se um sorriso na minha face, pela primeira vez eu vi aquele passo tão tosco e tão leve que é capaz de se desconchavar com o vento, a rir com uma cara deliciosa, com os dois braços abertos que parecem levar o mundo entre eles, na direção do local que ela própria escolheu.
| Frente: Maria, Luísa, Margarida Atrás (Wally): Maria, Vasco Fotógrafa: Cristina |
sábado, 13 de fevereiro de 2016
2 rodas
Foi no último domingo, dia 7 de Fevereiro de 2016, a primeira vez que a Luísa experimentou as duas rodas.
Não que eu não tivesse uma mota a mão, afinal de contas tinha a Harley Davidson do meu sogro, mas esse passeio deixo para mais tarde, quando o dono da Harley o puder fazer.
Desta vez foi somente a bicicleta do meu sogro e a prenda de Natal dos meus sogros que entraram ao barulho.
Deixei a montagem para a Cristina (o Bob o Construtor de lá de casa), assim como o privilégio de conduzir a bicicleta no dia escuro e húmido que se encontrava.
E assim foi, passado uma volta da espécie de jardim não tratado à frente da casa dos meus sogros, a cara da Luísa era uma cara de não saber se gostava. Não estava triste, mas também não estava contente, estava intrigada sobre os eventos que lhe tinham sucedido.
Foi a primeira vez em que a Luísa andou de 2 rodas.
PS: Desculpem o fotógrafo ;-)
Não que eu não tivesse uma mota a mão, afinal de contas tinha a Harley Davidson do meu sogro, mas esse passeio deixo para mais tarde, quando o dono da Harley o puder fazer.
Desta vez foi somente a bicicleta do meu sogro e a prenda de Natal dos meus sogros que entraram ao barulho.
Deixei a montagem para a Cristina (o Bob o Construtor de lá de casa), assim como o privilégio de conduzir a bicicleta no dia escuro e húmido que se encontrava.
E assim foi, passado uma volta da espécie de jardim não tratado à frente da casa dos meus sogros, a cara da Luísa era uma cara de não saber se gostava. Não estava triste, mas também não estava contente, estava intrigada sobre os eventos que lhe tinham sucedido.
Foi a primeira vez em que a Luísa andou de 2 rodas.
PS: Desculpem o fotógrafo ;-)
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