domingo, 23 de dezembro de 2018

Colégio Alemão



Nos dias de hoje saber falar outras línguas, para quem está a viver num local tão pequeno quanto é o nosso país, é bastante importante. Sendo atualmente a Alemanha o motor económico da Europa e estando o colégio Alemão a poucos metros de casa, parecia-me lógico que se a fossemos colocar num colégio privado que fosse o Alemão.

Embora tenha apanhado um gozo tremendo de alguns dos meus amigos a dizerem-me: "- Olha que ela vai ficar de extrema direita!" "- Vai sair de lá a parecer uma fraulein da foz!!!" O que é que eles sabem?!? A minha filha terá sempre uns bons exemplos em casa!!!

Já tinha ouvido um ex-estudante do colégio a relatar as suas experiências. Que o colégio era muito pequeno tanto no espaço como no relacionamento inter pessoal, que para ele o melhor era fazer o colégio até ao nono. Ano em que se ficava com o Alemão seguro e depois sair cá para fora para experienciar o resto do mundo.

No outro dia quando íamos a sair de um centro comercial entramos no carro e começamos a ouvir a Luísa:

Luísa "- Cheira mal!!!"
Cristina "- A sério filha ?!? Olha por debaixo dos sapatos!"

Luísa "- Não, não é isso! Cheira mal, mas a qualquer coisa diferente!"
E eu achei muito estranho o levantamento da mão dela, parecia uma tia qualquer com a palma da mão virada para o ar.

Luísa "- Cheira a povo!!!"
...
...
Vasco "-Tu não vais para o colégio Alemão!"

sábado, 24 de novembro de 2018

Ciúmes






Já de há algum tempo atrás nós (eu e a Cristina) somos confrontados com a Luísa a meio da noite a vir para a nossa cama. Não é bem assim!!! É mais do género de: A Luísa coloca-se a chamar pela mãe ou a chorar e um de nós os dois levanta-se e vai buscá-la.


Eu fui acusado de ser ciumento, pois não me levantava quando a Luísa chamava "- Mãe!!!". O que eu pensava que era uma atitude normal!!! Afinal de contas a miúda está claramente a chamar por um de nós dois! Mas depois de esta mensagem ser declarada em publico, colocando-me como o vilão da noite acordada!!!! É melhor fazer o que me é requisitado antes que isto tome proporções indesejadas.

Então, assim o tenho feito! Todas as noites, pelas últimas semanas, eu tenho acordado a meio da noite com o expressivo "- Mãe!!!", que a Luísa repete até ter a devida atenção. Ou levo-a ao quarto de banho... Espero por ela... Ou levo-a diretamente para o quarto, para dentro da minha cama que tinha deixado para trás, quentinha e afável. Já perfeccionei de tal forma este ritual que consigo fazer com que a Mãe da criança não acorde!!!

Hoje à noite ouço um "- Pai!!!" do outro lado da porta! Fiquei notavelmente contente e pensei de mim para comigo "Uau!!! O meu esforço está a valer a pena, ela já está a perceber pode depender de mim!!!".
"- Diz filha?"
"- A Mãe??"

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Sensibilidade


Ontem à noite a minha Luísa estava a ver o youtube no telefone da Cristina!!! Assim de repente apercebi-me que a Cristina estava a fazer-lhe umas perguntas! Ela responde ...

"- Acho que vou chorar! O Pluto não sabe do Mickey e com esta música..."

E começa a limpar as lágrimas que lhe correm pelo rosto fora.

domingo, 18 de novembro de 2018

Tomar


Este fim de semana aproveitamos para dar uma escapadela, eu tinha de passar algum tempo em Lisboa e sexta feira à noite encontramo-nos no Entroncamento.

Já tinha passado pelo Entroncamento várias vezes, sempre de comboio e o mesmo, o Entroncamento, tinha-me deixado com uma ou várias curiosidades. Sempre me pareceu um local pobre, mas não só pobre, parecia um sitio com uma falta de gosto terrível, com falta de planeamento. Parecia tudo pequeno somente mas com uma estação de comboios exageradamente grande! Parecia o início ou o fim do mundo.

Desta vez fui de automóvel e, meus companheiros desta vida, que me perdoem os Entroncamentenses, mas aquela cidade de duas freguesias somente contém o exército português e a estação de comboios! Há também um museu de comboios... Para quem quiser conhecer!!! É uma cidade muito recente, demasiadamente recente para ser tão mal planeada. Tem ruas muito estreitas, sem sinais que nos indiquem a estação de comboios. Os mistérios do Entrocamento ou se devem à falta de organização da cidade ou à serie de copos servidos em que, como sempre, o misterioso último copo cai mal.

Fomos para Tomar! Cidade bonita que se renova com a chegada de novos habitantes e turistas. A vista do nosso quarto era digna de um romance! Do lado direito via-se o castelo de Tomar! Imponente, idoso, como se de um velho guardião se tratasse, que espreita a sua amada por entre as várias árvores do cimo do monte mantendo-a ao longo de vários anos salva e bonita. À nossa frente cantava um lindo fio de água que se espalhava pelos ombros da bela senhora. Sempre com um som característico que mais parecia um conto ou uma estrofe que um homem de tão loucamente apaixonado gritara para para a sua amada e o seu som de tão bonito de tão cheio de amor ficou lá preso por entre os saltos que a água dava. Um parque se via, cheio de vida, onde vimos um "pavão" a emproar-se todo para chegar à sua dama. E um campo de futebol, local cheio de vida, ao contrário daqueles templos, estava constantemente com pessoas que jogavam e gritavam e faziam dali o seu momento de lazer.

Pois foi aqui, no Hotel dos Templários, que a Luísa nos voltou a surpreender. Estávamos nós na piscina interior do hotel, como sempre a tentar fazer a Luísa nadar, com os nossos  conhecimentos vastos de natação. "- Quando estiveres de baixo de água expira!!!" E segurávamo-la sempre para ela poder inspirar! Até que a Cristina diz para ela tentar vir ao de cima respirar e não é que ela nadou dois metros muito atrapalhada a vir respira a cima pelo menos duas vezes. Foi muito bonito, fiquei cheio de orgulho não sei se se nota.

Estávamos nós a divertimo-nos no meio da piscina e a Luísa pede à mãe que mergulhe e que fuja que nós vamos apanhá-la. A Cristina mergulha e passa por nós deslizando por debaixo de água. Eu acompanho-a com a Luísa pegando-a e direcionando-a para que ela possa ver a mãe a mergulhar. E quando a Cristina está quase a vir a cima eu ouço a Luísa a dizer "- Uma baleia!!!"
Eu gelei!!! Quer dizer, eu fiquei imóvel com a Luísa nos meus braços a pensar "Não!!! Ela não disse isto!!!" E fiquei com a minha cara número 13, houve asneira mas eu não vou dizer nada. Quando a Cristina veio a cima pergunta "- O que é que ela me chamou!!!". Cara número 13!!! "- Ela chamou-me de baleia!!!" Aí não pude mais, desatei-me a rir!!! Por aproximadamente 1 minuto! Eu sei, devia ser mais sensível, mas não consegui!!! 

Para o meu amor, um beijo!








quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Infantário!!!



Chegada aquela altura na vida de uma criança em que precisa de uma mão firme que a deixe no infantário para ela se habituar... Ainda bem que não sou eu!!! Deixo essa tarefa à minha Cristina ao meu pai e à minha mãe.

Pelos vistos não é nada fácil, a Luísa agarra-se muito às pernas, depois tem dizeres "- Ó pai, eu não quero ir para o infantário, eu fico contigo e com a mãe para sempre!!! Gosto muito de vocês dois..." Bom, depois de ter ouvido tal coisa tivemos de ceder à promessa das unhas!!! Aqui há algum tempo atrás nós já tínhamos falado disso, a promessa era nós deixarmos a Susana (minha cunhada!!) pintar as unhas à minha filha, (é melhor eu colocar nossa porque se não já ouço!!!) e a Luísa parava de se agarrar às pernas de quem a fosse levar.

Meu dito meu feito, a partir daí a nossa filha ;-) passou a entrar no infantário cheia de classe e sobretudo sem se agarrar às pernas!!!

Última terça-feira, fomos levar os dois a Luísa, era o aniversário da minha mãe e eu tentei deixar a Luísa com a avó... O que não foi do gosto da Cristina! Não, não é isso! Eu nunca teria medo de levar a minha criança até à escola!!!A minha mãe é que gosta muito da Luísa, até era capaz de gostar de passar o dia inteiro com a ganapa!!!

Levantámo-nos cedo!!!

Na ida para o infantário passamos por uns edifícios encostados à VCI, muito sujos! Uma das frações aprisionada pelos seus próprios donos, era um rés do chão!! Tinham construído um gradeamento no exterior do apartamento, dentro do qual tinham colocado uma mesa. Nome de código "- Prisão Domiciliária!!!".

No meio da brincadeira, denotamos que era um dia de pipocas! Iam estar trinta graus com muito vento, os incêndios deveriam-se espalhar como pipocas.

Chegámos à escola e eu ouvi uma voz de lá de trás: "- Eu vou sozinha!!!". Fiquei pasmado, um pouco desorientado como se tivesse subitamente numa sala de aula em que o professor faz-nos uma pergunta e temos o anfiteatro todo a olhar para nós e não sabemos o que fazer... Saí do carro abri-lhe a porta soltei-lhe o cinto, bem depressa porque se não ela não me o teria deixado soltar!!! E quando lhe entreguei a mala, vi uma mulher virada para mim a dizer "- Eu vou sozinha!!! Fica aí!!!". Eu deixei-a ir, depois aproximei-me do muro, vi ela a dizer adeus à mãe e a mim!!! Estava vento e quando por fim ela entrou no edifício eu senti uma gota a escorrer-me na face!!! Eu pensei, está muito vento e limpei a cara.

domingo, 9 de setembro de 2018

Observador



Estes episódios tiveram lugar no Inverno passado só que ficaram numa gaveta cheia de purpurina e de verde, vermelho, amarelo, azul todas as cores do verão. Obviamente que misturado com o cheiro de  protetor solar, de mar, de família, de risos e muitas aventuras que decorreram naquela cabecita.

Estava a Cristina no meio do trânsito parado no início de uma noite de inverno fria, desconfortável, a pensar no trabalho, quando ouve a voz vinda do outro lado...
Luísa "- Olha Mãe!!! Cócó!!!"

De imediato Cristina acorda de todos aqueles pensamentos que lhe assombravam a inteligência, para se colocar a sondar todos e quaisquer lugares onde se pudesse encontrar cócó!!! Primeiramente a Cristina fez a análise rápida do ar, inspirando duas vezes seguidas para sentir cheiro do dito cujo. "Não!!!", pensou ela!!! De seguida pôs-se a mirar o carro, vai se lá saber o que o Diabo tece! "Também não!!!"

 Aí os seus lábios contorceram-se, indo o de baixo para a frente e o de cima para trás!! Com as sobrancelhas desniveladas fazendo uma cara de desconfiada Cristina desviou o olhar para o passeio, e depois perguntou...
Cristina "- Ali no passeio?"
Luísa "-Não mãe!!! Ali no vermelho!!!"

Começa a procurar tudo o que de vermelho existisse na rua, até que chega a uma publicidade de um banco...
O Santander!!!!
 



Brincávamos os três no quarto da Luísa com um puzzle novo que ela tinha tido. Os Animais da quinta!!! Era esse o nome do puzzle, bastante engraçado.

Tinha um cão, um gato, uma galinha, uma vaca, um porco e um coelho. Todos estes animais tinham aquilo que comiam, as suas pegadas e os seus filhos, para se conectarem entre si.
Começamos a conectar o cão, o gato e ao chegar ao fim veio a galinha.

Luísa "- Está mal!!! Essas não podem ser as pegadas da galinha!!!"
Eu e a minha mulher ficámos a olhar um para o outro em pleno espanto!!!

Mas porque é que a nossa filha pensava que aquelas pegadas não seriam as correspondentes às patas da dona galinha? Que por sinal eram o último par à disposição!!! Será que ela vê mal? Passou-me uma variedade de suposições pela cabeça!!!

Vasco "- Mas porque é que dizes isso?"
Luísa "- As galinhas têm dois dedos e essas pegadas têm três dedos!!!"

E com esta observação ela arrumou-nos e passou um certificado de incompetência à Clementoni!!!



terça-feira, 4 de setembro de 2018

Balão



Domingo passado foi um marco importante para a Luísa.

Sábado tivemos cá uma festa, ao olhar dela, vieram algumas amigas e os seus filhos que nos fizeram o favor de despenderem do seu tempo e jantar connosco. A Luísa estava feliz da vida a brincar com o Guga e com o António (o meu querido Gui!!!!).

Estava ela e o Guga com os balões na boca e a fazer de conta que os conseguiam encher. Até que, a meio do jantar, a safada, chega à minha beira com um destes balões a pedir para eu encher, o que recusei. Não há problema ela passou para o outro lado da mesa indo à mãe e saindo com este cheio. O Guga ao ver o resultado nem se incomodou em me pedir para lhe encher o balão, foi à Su e saiu com o balão cheio, reluzente e sorridente.

Perante frases, gritos, choros e risos, assim se passou um bom bocado.

No domingo à tarde a Luísa aproximou-se de nós a pedir para vermos como ela enchia o balão, coisa que não acontecia. Claro está que em seguida se colocou a pedia à mãe para lhe encher o balão. Ao observá-la reparei em algo estranho, a parte que devia encher no balão estava claramente sobre as suas duas mãozinhas que deveriam exercer pressão sobre o mesmo. Disse-lhe, sem esperança, que ela só agarrasse o balão pela parte de sopro.

Uma ou outra vez e conseguiu soprar o balão, foi muito giro, recebeu uma grande salva de palmas minha e da mãe dela. Quem haveria de dizer que uma cachopa tão pequena conseguiria encher um balão.

Claro que não!!! Se o seu pensamento foi como ela conseguiu encher os balões da fotografia, esses fui eu e a Cristina. ;-) Ela ainda é a minha menina!!!












domingo, 24 de junho de 2018

Vício!!!






A Chupeta!!! Pois é!!! É um vício, é o primeiro vício que muitas crianças têm e somos nós pais, com os nossos corações frios de pedras que o impomos. "- Para quê?" Perguntam todos os meus amigos sem filhos ou inocentes o suficiente para que não vos estranhe esta pergunta. Porque nos primeiros tempos da vossa relação com estes minúsculos seres, dá cá um jeito!!! Para os silenciar, para os manter ocupados, para os acalmar, para os confortar... Eu sei lá meninos!!! Para mim é um instrumento que me permitiu a melhor convivência com a minha filha!!!

Mas depois queremos que eles, pequenas criaturas indefesas, deixem a chupeta, se for possível, de um dia para o outro!!! É claro que nem sempre em todos os casos isto resulta assim tão bem!!!

Eu, por exemplo, era uma criança espetacular!!!

Os meus pais têm uns amigos que são médicos e que costumavam passar algum tempo lá em casa. Um dia, depois de eu ter passado por uma terrível experiência de febre aftosa o Dr. Rodrigues virou-se para mim "- Eu vou te explicar o que te aconteceu..." Blá blá blá, naquele tempo não havia Wiskas saquetas, nem tinhamos gatos!!! "-Se eu fosse a ti deitava a chupeta ao lixo!!!" E eu, como sábio filho, muito maduro (e como já devia estar farto da febre afetosa!!!) deitei-a ao lixo imediatamente!!!

Lembro-me perfeitamente... Pensando bem, talvez não tenha assim uma recoleção bem exata dos pormenores... Pensando ainda melhor lembro-me de uma imagem, um pouco vaga, passada na cozinha!!!

Agora o meu primo João, esse artista, já sabia o valor do dinheiro!!! Na iminência de se ir embora, foi aliciado com uma grande quantia de dinheiro em troca da chupeta! Não sei quanto mas acho que quando se tem aproximadamente 4 anos... Tomou a melhor decisão! Foi lá em cima ao quarto, deu uma, duas ou mesmo três sucções na chupeta largou-a e nunca mais voltou para ela!!! Nesse dia começou toda a sua caminhada para o enriquecimento!!!

Com estes exemplos, eu pensava que a minha filha seria uma mulher impoluta, não se iria vender por nada. Pensei até que lhe poderia tirar a chupeta e que ela como verdadeira heroína que é, não iria protestar!!! Pois... Mas isso não aconteceu!!! E da primeira vez que lhe retirei a chupeta, o pranto foi tão grande, que só se eu fosse um verdadeiro herói é que seria capaz de a manter sem a mesma!!!

Aí veio a ajuda das unhas!!! A Telma, uma vizinha dos meus sogros ficou com a Luísa para brincar com os seus filhos durante uma tarde!!! Resumindo ela veio de lá toda vaidosa!!! Ora muito bem, aí só precisamos impôr a ideia de que só as meninas grandes podem andar de unhas pintadas!!! E as meninas grandes não andam de chupeta!!! Isto tem vindo a ser o nosso discurso até que esta última quinta feira de manhã virou-se para a mãe e disse "- Mãe, não me dês mais a chupeta!!!". Ela tinha tomado a sua decisão: Ouvi dizer que tinha pedido à Susana, minha cunhada, para lhe pintar as unhas!!!

Ficaram vermelhas com purpurinas... Não voltou a colocar a chupeta!!!






sábado, 16 de junho de 2018

A Beleza Natural do Inusitado!!!


Hoje a Luísa, pela primeira vez, boiou!!! Deve ter sido bastante giro mas perdi o espetáculo!!! Foi durante uma das suas aulas de piscina, enquanto estava com a mãe!

Há muito tempo que eu ando a tentar fazer com que a Luísa aprenda a boiar, mas sem resultados aparentes!!! A minha Cristina é uma pessoa bastante mais prática do que eu, demonstrou, perguntou se ela queria fazer e com uns dizeres: "- Rabiote para cima!!! Pernas em forma de tábua!!!" e segurando-lhe a cabeça até ela dizer que ela era capaz por si própria, conseguiu.

De tarde fomos todos juntos ter com uns amigos da Cristina. Com eles vieram também alguns penduricalhos, um rapazinho e uma miúda, de aproximadamente 5 e 10 anos. Escusado será dizer que viraram melhores amigos da Luísa pelo tempo passado com eles. O rapaz teve uma maneira muito querida de me receber, disse-me que tinha passado o tempo todo cheio de saudades minhas, mesmo que só me tivesse visto uma só vez durante toda a sua vida. Sorri, disse-lhe que não desse muita importância a esse acontecimento porque era meramente passageiro!!!

Estávamos todos sentados num pequeno monte e a miúda começou a fazer cambalhotas para a frente aproveitando o desnível verificado pela colina e o fofinho da relva. Ora bem, a Luísa já andava a muito tempo a se posicionar, a tentar , a treinar para fazer cambalhotas!!! Ao ver aquilo não hesitou e atirou-se literalmente de cabeça para o chão. E depois, outra e outra e outra vez, parecia que tinha encontrado a formula para fazer cambalhotas e que naquele momento só lhe estava a dar uns pequenos retoques.

E que boa tarde nós passamos!!! Vimos uma menina que tinha nascido menino e que chegado a determinada idade passou a querer se vestir de menina, andar de cabelo comprido, solto. Um daqueles acontecimentos que é preciso uns verdadeiros pais e uma sociedade competente para o albergar. Era uma bela menina. Se ninguém me tivesse dito nada, de nada me aperceberia!

No fim da tarde a Luísa virou-se para a mãe e disse:
"-Hoje, diverti-me muito!!!"

domingo, 10 de junho de 2018

Fome de beleza!!!


Não me lembro do momento exato, nem me lembro das frases precedentes, mas tenho quase a certeza que se passou o que vou contar!!! ;-)

Estava a conduzir para o parque da cidade bem acompanhado pela Cristina e a nossa filha Luísa. Como surgiu a conversa??? Sei que de repente estava eu a atazanar a cabeça à minha filha. Coisa que eu detesto!!!

Diga-se de passagem que a minha filha é uma miúda cheia de bom humor e que cada vez mais sabe que ela é muitíssimo bonita, o raio da catraia!!!

"-A Luísa!!! A Luísa é muito feia!!!"
"-Não sou nada!!!"
"-És, és!!! Tu realmente és mesmo feia!!!"
"-Tás a brincar pai???"
"-Eu? Brincar? Eu não brinco com estas coisas, tu és muito feia!!!"
"-Não sou nada, pois não mãe?"
"- Oh!!! Se não és nada feia, prova-o?"

A Luísa de repente fez o seu ar de traquinas número 7, puxou o braço à boca e deu-lhe uma trinca!!!
"-Tás a ver como não sou feia!!!!"

Mimos



Ontem, foi um dia temperado pela água que caiu quase ininterruptamente durante todas as horas. Ao principio do dia a ideia era levar a Luísa ao Primavera Sound, mas contudo e por conseguinte o tempo foi passando e as nuvens ficando, não permitindo o arranque para o festival com a nossa mais pequena.

Este ano o Primavera Sound realmente pareceu o Inverno Sound.

Chegamos à conclusão que não iríamos ver o Nick! Por muito que qualquer um de nós os dois gostássemos dele, não nos estava a apetecer todo o trabalho de logística para apanhar com mais chuva e ficarmos sem a nossa Luísa. Decidimos ficar no mimo da nossa mutua companhia e da nossa casa quentinha.

Fiz o jantar!!! E fazer o jantar, para mim, não é somente fazer o comer!!! É preciso ver uma receita das múltiplas disponíveis na web. É necessário ir ás compras escolhendo os produtos necessários e os desnecessários para complementar a receita. É preciso planear quando é que cada item se coloca a fazer. É todo um processo de amor ao que eu chamo de Cozilogia Vasquiana!!! Muito parecida com a Frutologia ou mesmo Tautologia, mas aplicando-se a arte à cozinha com a essência perspetivada do Vasco.

No final da noite, passado um bom jantar, a sua fruta favorita (melancia fresca partida aos pedacinhos), veio a ordem dada pela Cristina. Tinha de ir para a cama!!! Com aquele ar cheio de sono, quase cambaleante, aproxima-se de mim e eu claro, coloco a minha cabeça em posição, sinto suas pequenas mãos a segurarem-me como se de um capacete se tratasse, a puxarem para baixo com os seus lábios encostados na minha careca beijando-me ternamente.

E assim se passou um sábado invernoso...

domingo, 11 de março de 2018

Desenrasque-se

Descalço, nuzinho como no dia de nascimento, estava eu sob o chuveiro, em minha casa fermoso e não seguro, quando sinto que a porta começa a abrir e entra-me uma figura de noventa centímetros, "Cabelos de ouro encarnado", "Tão linda que o mundo espanta.", "Mais branca que a neve pura.", "Vai fermosa e "muito" segura.", como se nada fosse com ar de quem lhe faz falta algo e diz:

"- Pai, preciso de fazer chi chi!!!"

Ora bem, quando uma pessoa ouve tal afirmação da Luísa corre-se logo para o quarto de banho e coloca-se a Luísa sentada na sanita com as suas calças baixadas pronta para urinar. O problema é, como o anteriormente referido, o meu estado de nudez húmida e ensaboado. Podendo incorrer num grave erro decidi arriscar.

"- Luísa espera só um bocadinho mais que o pai já vai!!"

"- Está bem!!!"

Aquilo não me soou assim tão bem, mas se ela o disse quem sou eu para duvidar dela. De repente dei com a Luísa a ir buscar um banco, a colocá-lo em frente à sanita e a subir para cima do mesmo. Fiquei com aquele ar de parvo, mas interessado, a olhar para os acontecimentos que se estavam a decorrer. Abriu a sanita, puxou as calças para baixo e sentou-se na mesma, a urinar o seu merecido chi chi. Parecia que alguém já lhe tinha explicado o algoritmo inteiro, até a parte de ir buscar o banco, mas quando ia a sair:

"- Não te esqueças de limpar o pipi !!!"

Disse-o eu e a Luísa assim o fez. Depois saiu fora da sanita, puxou as calças para cima, fechou a tampa da dita cuja, tirou o banco e puxou o autoclismo.

Foi assim que pela primeira vez vejo a Luísa a se desenrascar daquela maneira.

sábado, 10 de março de 2018

O Papai é Pop

"O Papai é Pop" é o titulo de um livro de Marcos Piangers, o rapaz é um verdadeiro comunicador. Eu já li algumas das suas histórias algumas gosto mais, outras gosto menos. É jornalista de formação,  homem fino como ele, um homem louro, um homem alto, um homem de barba farta, um verdadeiro príncipe brasileiro. Homem que sabe viver bem no seu tempo, que mais me faz lembrar o Caco Antibes.

Este personagem fez um texto que me desagrada profundamente.
"Não é uma tragédia"

Tão profundamente que lhe dedico este texto. Dedico este texto, neste blog porque maior parte dos seus comentários são acerca de crianças. Às vezes comenta a maneira como as outras pessoas criam as suas crianças, coisa que a mim pessoalmente me impressiona. Para mim é impossível fazê-lo, porque sei que a maneira como se cria uma criança é e deve ser única. No meio de sorrisos eu costumo dizer que cada casal faz o seu inferno. Agora, se ele é vermelho mais escuro quase preto ou rosa claro quase branco, só depende do mesmo. Todas as pessoas que leem o meu blog sabem que nunca o faço como forma de criticar ninguém. Mas neste caso vou abrir uma exceção, eu estive a pensar demasiado tempo nas palavras que este homem escreveu.

"Não é uma tragédia" parece-me pouco sentido, parece-me uma análise superficial do que é viver e morrer.
Tem tudo para dar bem, tem todas as frases feitas, todas os sentimentos preparados para serem digeridos sem reflexão.

"Essas coisas acontecem
Um jovem adoece no verão
Um senhor é atropelado por um taxi
A biopsia aponta que o tumor é maligno

Essas coisas acontecem todos os dias  
E todos os dias saímos de casa 
achando que jamais acontecerá connosco

Uma doença leva embora um pai
O médico comunica um exame preocupante
Uma moto atravessa um sinal fechado

Todos os dias isso acontece
E todos os dias os nossos planos são os mesmos 
Trabalho almoço trabalho jantar

Não acho que seja uma tragédia 
quando essas coisas acontecem com a gente"

Este homem só pode ser um daqueles homens que não dão valor à vida. Nem sequer percebe ou finge não perceber que há pessoas que se preocupam com a vida de outras, que se preocupam se amanhã o jovem que adoeceu no verão está vivo ou não, só porque são Humanos.

Esta coisa de ser Humano traz mais responsabilidades, não se resume a ir comunicar algumas palavras às grandes empresas para deixar todo o mundo em alegria supérflua e conseguir uma maquia prometida.
Se quisermos olhar com um bocado mais de distanciamento:
Podemos ver que as farmacêuticas investem muito do seu capital para evitar que os exames sejam assim tão preocupantes, que haja cura para o tumor... Os senhores que estão por de trás das farmacêuticas já compreenderam o valor capital da tragédia. 
Temos ainda a industria dos transportes que investem todos os anos na segurança de todos os ocupantes e de todos os passageiros e que graças à inteligência artificial estamos mais perto de fazer com que aquela moto seja impossibilitada de atravessar no sinal fechado.

Observando a realidade com um olhar mais Humano temos milhares de cientistas a trabalharem no que gostam, a despenderem de milhões de horas a tentarem perceber como é que aquela bactéria evolui ou como é que aquele gene atua sobre nós. Fazendo o mesmo caminho alguns "nerds" com todos os seus uns e zeros, com toda a sua análise matemática, também tentam acabar com a tragédia da morte nas estradas e sim também a estes...

"Essas coisas acontecem todos os dias  
E todos os dias saímos de casa 
achando que jamais acontecerá connosco"

Hummm, acho que eles não pensam que jamais acontecerá... As probabilidades que venha a acontecer é que devem ser maiores ou menores ;-)

"Dizemos: "Que tragédia! Morreu tão cedo!"
Não acho que seja uma tragédia
Acho que a vida é um amontoado de caos e coincidência
Acho que hoje estamos aqui e amanhã não estamos mais"

Realmente gostava que o Marcos se colocasse no lugar de um pai que perde uma ou duas das suas filhas e depois viesse dizer que não era trágico a sua perda e que elas morreram na horinha delas.
Concordo com as duas ultimas frases só acho que devem ser mais suportadas com mais argumentos, com mais substância, por exemplo poderia ser explicado com o Efeito Borboleta ou a Teoria do Caos, diga-se de passagem que seria um fato digno de se ver.

Nas próximas linhas o Sr. Piangers começa a brincar com todas as pessoas que alguma vez tiveram a infelicidade de abrir o seu texto para o ler, vejamos:

"Uma tragédia é não agradecer esse tempinho que estamos aqui
Uma tragédia é não valorizar a vida em família
Uma tragédia é trocar um sorriso do nosso filho pelo celular
Um passeio em família pelas preocupações do trabalho  
Uma tragédia é não abraçar as pessoas hoje
Uma tragédia é passar a vida em branco
Uma tragédia é achar que um dia vamos ser felizes, hoje não
Uma tragédia é achar que não vai acontecer com a gente
E a vida vai ficando para depois "

Agradecer a quem? Aos pais? A Deus?
Como é que se garante que uma vida em família é mais feliz do que uma outra vida qualquer? 
Uma vida nunca é vivida em branco, tem que ter várias tonalidades algumas vezes mais claras outras mais escuras. Todas as pessoas têm os seus problemas da vida e os que não têm de vez em quando inventam-nos só para dar mais cor à vida.
As pessoas não se devem julgar com tanta leviandade, não se deve ter tamanhos pressupostos acerca de desconhecidos e depois fazê-los dispersarem pelo mundo. A vida, como o Marcos tinha dito, é um amontoado de caos e coincidência em que todos nós tentamos extrair um pouco de lógica por isso a vida nunca fica para depois porque a vida é isto.

"Um dia eu mudo de emprego
Um dia eu digo que gosto dela
Um dia eu faço essa viagem
Um dia eu vou ser voluntário nesse projeto" 

Neste bocadinho o apelo é feito às pessoas que têm falta de amor próprio, ou são definitivamente muito infantis, porque digamos: Porque é que eu não lhe direi que gosto dela? Ou dele, dependendo.

"Acho uma tragédia quando aprendemos 
a valorizar o que temos só depois de perder 
Acho uma tragédia viver de aparência
Acho uma tragédia ter comprado coisas 
achando que isso seria felicidade
Acho uma tragédia trabalhar em algo que você odeia"

Todas estas tristezas são facilmente ultrapassadas, são tristezas que são temporais, de resolução com um bom psicólogo e alguma força de vontade.

"A morte não é uma tragédia
Tragédia é quando a gente não viveu"

A morte é o nosso momento mais infeliz ou mais feliz, mas é sem dúvida um momento eterno, um momento que passando por lá já não há volta atrás. Temos neste momento as tragédias que se desenrolam no meio do mediterrâneo, na Líbia, nos morros do Rio de Janeiro... Eu vivi a tragédia da ida de uma tia e da ida de uma avó que me marcaram profundamente.

Mas a culpa deste texto aparecer aqui não é exclusivamente do Marcos! É também das pessoas que o idolatram, estas pessoas que com certeza não têm muito tempo para pensar, estas pessoas que têm sede de pertencerem a um grupo. Este homem parece um filosofo do café, uma pessoa que fala muito bem sem justificar nada do que diz.

Eu li este texto no meio das minhas cirurgias, por isso este texto andou aqui engasgado durante este tempo todo, desculpem se fui muito aborrecido.

A morte é uma tragédia!!!

terça-feira, 6 de março de 2018

A Raça da Catraia


Desde Agosto de 2017 eu tenho ido a Inglaterra fazer umas intervenções cirúrgicas únicas. Únicas porquê? Em primeiro lugar porque são feitas em mim. Em segundo, porque uma delas foi tentada pela primeira vez. O que leva a longos períodos de recuperação seguidamente por longos períodos de observação. Tudo isto em Inglaterra.

Desde o início que a minha pequena Luísa nunca gostou de me ver longe de casa, longe de si, sem lhe dar a atenção devida. Ela esteve lá durante uns dias iniciais, já a tínhamos sujeito a uma estadia em Londres, tinha ela meses, portou-se muito bem dentro do seu ninho a andar uma hora e meia de metro como uma menina grande!

Mas depois regressou com os avós maternos até perto de casa, num local onde se fizesse perceber melhor, onde há muito mais sol, onde há mais alegria, a Portugal. E começamo-nos a ver via Skype ou WhatsApp ou outro programa desses que tanto aproximam quanto afastam. Eu não me dou muito bem com esses programas, ou seja, não me costumo exprimir muito bem através de uma câmara. Diga-se de passagem, que nestas situações nunca me apetece exprimir nada, nem com a Luísa, nem com outra pessoa qualquer. É uma espécie de proteção para o mundo, uma forma de me concentrar. É a forma mais fácil de ouvir as palavras dos médicos, de as encaixar... No silêncio, para abrir rumo e espaço para que estas possam entrar e ecoar dentro da minha cabeça, para eu conseguir fazê-las tomar formas que façam sentido no meu ponto de vista. Espero que seja isto que a Luísa faça, pois quando nós nos encontramos no mundo virtual é assim que ela me responde. Diga-se de passagem que não é só nesses momentos que ela o faz, quando sua mãe se vai embora para a Alemanha ou Colômbia ou China... Ela também adota a mesma posição.

E aí começou a sua linha de perguntas, sempre com o mesmo intuito de me trazer para o seu lado. Perguntava inúmeras vezes quando é que eu vinha de Inglaterra, se eu já estaria bom ou melhor. Perguntas que são lógicas e críticas que parecem punhais a entrar no meu peito, claro que eu dizia sempre que faltava pouco, que já estaria um pouco melhor.

No dia 24 de Janeiro a minha menina fez anos. Três para ser claro, eu tive de passar o seu aniversário afastado dela. É claro que muita gente já passou o terceiro aniversário afastado dos seus, mas doeu... Dia 27 de Janeiro já tudo tinha passado, continuava internado em Inglaterra e estava junto à minha esposa, à minha filha, à minha sogra, à minha mãe, ao meu pai, à minha prima Filipa, aos meus dois amigos Jovita e António Correia. A todos estes o meu sincero obrigado. Quando eu, a minha Cristina e a minha Luísa estávamos ir de elevador desde a enfermaria até ao rés do chão a Luísa começa...
"- Ó pai, mas tu queres te vir embora ou não?"
Com pouco tempo para pensar e se calhar um bocado cansado respondi-lhe de forma fria.
"- Não!!! Claro que não!!! Não vês que me estou a tornar melhor e é por isso que aqui estou!!!
- Percebeste?"
Cabeça baixa, toda aquela forma empertigada, quase que me desafiando para um duelo de punhais, tinha sido varrida daquele pequeno corpo. Mas eu não tinha terminado aí, tinha que a fazer perceber, tinha de me assegurar que tinha percebido. Aumentei o volume da voz, um tom mais imponente, mais firme.
"- Percebeste??"
"- Percebi, só não falo!!!"


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A minha Atleta!!!

A minha Luísa é uma "Atleta" do Clube Fluvial Portuense desde Abril de 2016, tinha 1 ano e três meses.

Foi uma das minhas vontades, eu sempre gostei de nadar, embora nunca tenha conseguido ser um bom nadador sempre ficou lá no meu conjunto de imagens bem passadas da minha pré-juventude distante, a água sempre me fez bem. As imagens que tenho são imagens de três rapazolas eu e os meus primos e o meu irmão por vezes, no Algarve na praia de Olhos de Água a brincarmos na água. Também me recordo da passagem pela piscina de São Mamede Infesta (muito breve, era muito longe de casa e tinha de apanhar boleia para lá chegar) e pela piscina de Gueifães  (sempre gostei muito de lá nadar). E finalmente a piscina que quase me fez modificar de clube a piscina do F.C. Porto. Foi a piscina para a qual eu fui aquando a minha trombose, fui como não poderia deixar de ser para o lado dos deficientes e aprendi a nadar outra vez. Aprendi a olhar para as pessoas de uma maneira completamente diferente. Uma das minhas companheiras, uma vizinha minha, não conseguia andar mas no entanto ao entrar na piscina parecia um peixe, a forma elegante com que ela deslizava as suas pernas pela água fora era uma coisa maravilhosa de se ver.

Eu fiz promessas à minha Amora, que eu ia me levantar cedo, que eu ia com a miúda à piscina enquanto que ela dormia a manhã toda. Pois sim... Acompanhei a Luísa algumas vezes mas depois e devido a uns problemas físicos e psicológicos (são aqueles que me doem mais ;-) )  passei lhe o testemunho. Amora tem, como não poderia deixar de ser, um jeito nato para a coisa, às vezes queixa-se um pouco porque é muito cedo, ou é muito aborrecido, mas lá vai ela.

A Atleta há duas semanas teve uma evolução espantosa, já devia estar habituada a ser empurrada por mim e pela sua mãe pela água fora até ela chegar perto do seu objetivo. Pois bem desta vez não foi preciso empurrão, a sua mãe pousou-a a um metro de meio da borda da piscina e esta começou a nadar como nunca jamais tinha nadado.

Eu estou de repouso, sem fazer nenhum. Então aproveito para ir dar umas voltas com a minha mãe e a Luísa. Estamos nós a começar a andar e a minha mãe quer meter a Luísa no carrinho, ela não está a querer, e entro eu e digo algo muito semelhante a "- Deixa estar a Luísa ela é muito capaz de andar sozinha!!!". Ó palavras ditas, a Luísa levou aquilo como um desafio e começou a se esforçar para andar o máximo que conseguiria. O local onde andávamos tem os metros percorridos escritos no chão. 1 Km!!! 1Km foi quanto a minha Luísa andou ao meu lado e ao lado da sua avó antes de dizer que lhe estavam a doer as pernas e se recolher ao carrinho.

Se isto não bastasse a minha Atleta e sua prima Maria no outro dia foram a uns baloiços coloridos que existem perto da Maia. Vocês sabem como são as argolas nas quais os atletas se penduram e se movem para fazer exercícios? O meu pai sabe, pois segundo a lenda familiar o meu pai já fez o Cristo em argolas quando era novo, bastante mais novo do que agora. Pois a Luísa pendura-se numas argolas que estavam mais baixinhas e começa a dar lanço com as pernas, indo para trás e para a frente perdendo o chão e ganhando o ar por debaixo dos pés. E isto sim foi emocionante de assistir.