segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tio Paulo

O Paulo é um jovem de aproximadamente 31 anos de idade que vive nos Estados Unidos da América mais precisamente em Atlanta, Geórgia, já lá vão mais anos que a Luísa consegue contar. Atlanta..., Local onde teremos de colocar os pés um dia! Este meu cunhado e marido da Jen é também um bem humorado e amigo da Luísa,.
Pois o Paulinho (como a mãe da Cristina gosta de o chamar) veio finalmente a Portugal, à terrinha divertir-se, reviver bons velhos tempos com os seus amigos, estar com a família e, porque não, conhecer a Luísa.
O encontro do Tio Paulo por parte da Luísa foi muito fácil: mais uma cara bonita a somar ás dezenas de caras que ela já tem conhecido, mais um par de mãos que ela agarra e utiliza para se conseguir movimentar. A Luísa não se vai conseguir lembrar de nada quando, no verão, vir o Paulo novamente.
O encontro da Luísa por parte do Tio Paulo lembrou-me a primeira vez que o a materno da Luísa teve o prazer de a conhecer, muito contido. Parece-me que ficou ligeiramente surpreendido com o desenvolvimento da Luísa.
No final da sua estadia, quando já estava à vontade com o seu sorriso, depois de já ter visto como ela responde: - "Oh!!!"-"Oh!!!"-"Oh!!!" - à pergunta: - "Como é que faz o Pai Natal, Luísa?" (mesmo que passado alguns segundos e por vezes algumas insistências mais...), depois de já estar Luisado!!! O Paulo pega na Luísa deita-a de barriga para baixo por cima dos seus braços e começa a fazer de avião!!! A Luísa começa a sorrir e naqueles poucos segundos em que o Paulo diz -"Vruummm, Vruuuummm!!!" e corre de um canto da cozinha para o fim da sala, nota-se que os dois partilham felicidade!! Quando o Paulo começa a ficar cansado já não emite o som do avião e aí começa a Luísa "Vrummm, Vrummmm!!!"
Bom e repleto ano!!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A chupeta!!!

Definição de Chupeta:
Aquele utensílio pequenino que se costuma dar aos bebés para quando se quer um minuto de paz e silêncio.

A Luísa não era um bebé chupeteiro. Aliás, ao inicio não lhe tocava. Só passados quatro meses mal medidos conseguimos que ela adormecesse com uma chupeta e um Miminho.

Definição de Miminho:
Pequeno pano, normalmente de toque almofadado, com forma animal. (Eu prefiro brancos!!! A minha filha, como ainda não tem critérios tão finos para preferir, também prefere brancos!!!)

Neste momento a Luísa já fica com a chupeta para além do sono. Ela até partilha a sua chupeta, por exemplo, com o Pai... Mas partilha normalmente com qualquer pessoa que lhe seja familiar. Hoje tínhamos experimentado colocar as cadeiras deitadas de lado (a Luísa continuava a querer ir ter com os meninos que aparecem na televisão). Quando se encontrava ao pé de uma das cadeiras, agarrando-se com um braço, olhou para trás e viu-me a sorrir para ela. Como é habitual respondeu-me com a mesma moeda: sorriu-me e partilhou a sua chupeta. Só vendo! Uma ganapa que ainda não sabe andar, de pé, apoiada com um braço e com o outro direcionado para mim a dar-me a chupeta.

-"Espera aí!!!"- deve ter pensado a Luísa ao olhar para o extremo da sua mão e reparando que estava a segurar a cabeça de um boneco que se encontra na tira porta chupetas -"Isto não é a chupeta!!!"

Como conseguir chegar à chupeta mantendo-se em pé apoiada por um braço? Nada mais fácil. Apoiou-se com os cotovelos em cima da cadeira podendo assim manobrar os restantes braços para fazer a transição e conseguir agarrar na chupeta.

Depois voltou a metê-la na boca, deixando-me à mingua.

Tira porta chupetas (Primeira vez que lhe ouço o nome!!!)



domingo, 8 de novembro de 2015

Lift off!!!

Ontem de noite, ainda cedo...

Estávamos com muita atenção à televisão, eu sentado no tapete e a Cristina deitada no sofá, com um cobertor em cima das pernas. A Luisita estava do meu lado direito a brincar com os seus brinquedos, quando por uma razão abstrata, noto que há alguma interferência entre os meus olhos e o espectro da televisão!?! Quando executo a procura pelo objeto ou pela cabeça que se está a intrometer entre a minha visão e o televisor, vejo a minha Luísa.
Vasco - "Que estas a fazer aí?"
Cristina -"Ela foi até ali pelos móveis!?!"
V - "Não podes estar aí Luísa."
Peguei nela por debaixo dos seus braços e pousei-a no tapete, ao meu lado, debaixo da mãe, com vontade de que ela fosse repetir o mesmo procedimento.

E ora está, braço direito para o lado direito, inclinar as costas, levantar o rabo, colocar o braço esquerdo num dos sofás e temos "Lift off"!!! Todo o corpo da Luísa estremece como varas verdes. Começa a exalar "Hanf, hanf...", todas as trocas de posição das pernas são casos muito preclitantes! Sempre que é necessário trocar de mobiliário, rumo ao objetivo final, tem um sem número de cálculos matemáticos para aquela cabecita se aperceber de qual é a distância que é necessário percorrer e qual é a distância que o seu corpo consegue alcançar.

Depois de muitos "Hanf, hanf...", de alguns desequilíbrios capazes de comprometer a estrutura global desta nova Terrestre, lá consegue chegar à televisão. O que significa que ela se pôs de pé no sofá verde, foi para poente, alcançando um sofá branco com umas figuras vermelhas verdes e cor de laranja, dirigindo-se para sul tomando outro sofá, e virando à esquerda no móvel da avó Cácá, atingindo por fim, o seu objetivo: a televisão.

V - "Luísa, já te disse que não podes estar aí."
Peguei nela, outra vez, e voltei a colocá -la ao meu lado, debaixo da mãe.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vingança

Este episódio passou-se quando a Luísa tinha 15 dias, para ai...

Tínhamos a primeira consulta médica no Hospital de São João, estávamos os dois muito felizes, mas talvez um nadita ansiosos, afinal nunca se sabeo que nos espera.

O nome da minha princesa republicana é Luísa Beirão Barbosa Paiva Ribeiro. Não perguntem, eu qualquer dia escrevo sobre o porque da Luísa vir com quatro nomes.

Estávamos na sala de espera, antes de entrar para a consulta e ao fim de uma possível boa meia hora ouvi uma enfermeira falar pelo sistema de som -"Luísa Beirão". Olhei com um olhar de desconfiado para a Cristina e ela delirante, como ela, olhou para mim, assim como um miúdo no Natal antes de receber um presente e ficamos os dois parados por um momento antes de vir o veredicto final. -"Luísa Beirão Babosa" repetiu a enfermeira, em alto e bom som, dissipando qualquer dúvida de que era a minha querida Paiva Ribeiro que estavam a chamar.
Vasco -"Oh... Tás a brincar!!! "
Cristina, num tom quase inaudível -"Luísa Beirão Barbosa, Ih Ih Ih"

Bom foi assim que nós entramos para o consultório da médica. Os dois muito sérios e respeitáveis, eu com uma cabeça de todo o tamanho e a Cristina feliz da vida. Era uma sala pequenina, ainda por cima estava lá uma outra criança a vestir-se, mas deu bem para a enfermeira fazer todos aqueles procedimentos que tem de ser feitos para medirem, pesarem e no fundo aferirem se o nosso bebé está bem ou não.

Agora sim era o momento da verdade, o momento em que nós estamos frente a frente com a médica, em que somos inquiridos e que podemos inquirir até chegar a um resultado final.
A médica tinha uma enorme lista de perguntas para nos fazer, quantos anos tínhamos, qual era a nossa profissão, se já tínhamos tido mais filhos.
Mas entre muitas dessas perguntas que nos foram feitas, as quais eram defendidas pela Cristina como de uma Williams se tratasse.

Fez a pergunta crucial:
Médica -"E o cordão umbilical, quando caiu?"
A Cristina não respondeu, dois ou três segundos depois...
V - "Foi no sétimo dia, senhora Doutora"
A Doutora olha-me nos olhos por entre a sua armação ocular fazendo uma deslocação facial para o lado da Cristina e diz com um ar enfadado:
M - "Os informáticos tem uma memória e uma estrutura cerebral muito boa."
E é goooooooooooolo!!!!!! As bancadas enchem-se de ruído, as pessoas começam a fazer a onda e a taça já vem a caminho. Tudo fruto da minha imaginação, porque continuei tão sério e respeitável como quando no início entrei para a consulta.

Pobre Cristina, ainda nem sequer se tinha apercebido do seu completo descrédito perante a médica  e continuava a olhar-me com um misto de admiração confusa, quando cá fora a caminho do carro, perguntou.
C - "Como é que tu já sabias?"
Pergunta a qual não respondi, simplesmente sorri!!!
C - "Espera ai!!! Tu inventaste?"
Risada Sonora!!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Luisa!!!

A escolha do nome da nossa filha foi um processo complicado que se deu há mais de dez meses atrás.

Lembro-me deste episódio como se se tivesse passado ontem! ;-)

Um belo sábado de manhã, estávamos os dois a tomar o pequeno almoço, ainda de ronha contentes com a nossa querida futura filha. A Cristina tinha ido fazer torradas com mel, quando de repente entra na sala:
Cristina -"Sabes, Amor, já sei qual irá ser o nome da nossa filha!!!"
Ainda com o meu enorme cabelo despenteado, com remela nos olhos e bafo de camelo, tremi e perguntei:
Vasco -"Ai sim, Amora, e qual irá ser o nome?"
C-"Luísa!!!"
V-"Ui, mas... Mas... Esse e o nome da tua mãe?"
Nunca lhe tinha visto esta cara, de repente olhou para mim muito séria, com a sobrancelha erguida e ar afirmativo e disse: 
C-"É, e é muito bonito!!!"
puxei dos meus cordões (estava de havaianas!!!), de todas as minhas taças e medalhas (nunca ganhei nada nem sequer uma carica para jogar com amigos) e disse-lhe com toda a macheza que brota dos meus ossos, a última palavra ou palavras daquela discussão:
V-"Está bem amorzinho!!!"

domingo, 1 de novembro de 2015

A Pu...

Domingo de manhã, ou melhor dizendo domingo ao início da tarde, nós saímos de casa para ir comer algo na Paparoca da foz.

Passamos com a Luísa pelos meus pais, Cândido e Lucília, que estavam a terminar o seu passeio matutino pela foz, e chamámos o José, pai da Cristina, para passar um bom tempo com a neta. Felizmente temos pais compreensivos e bondosos que amam muito a nossa pequena.

No retorno para casa começámos a ouvir um "pa pa pa pa" vindo da cadeira da Luísa. Depois de uma rápida tradução pela Cristina - "Está a chamar por ti", olhei para a minha filha a qual me disse - "a puuuu" e foi assim que eu me apercebi que a minha filha queria o pote. Pedi-lhe que aguentasse mais um pouco pois não tínhamos pote nesse momento e a que a casa estava, a cada metro percorrido, cada vez mais próxima.

Em Setembro a Luísa começou a fazer um cócó muito duro o que fazia com que ela começasse a chorar e a ficar extremamente vermelha sempre que fazia cócó. Metia pena olhar para tão pequeno ser e aperceber-nos de que estava em sofrimento sempre que chegava a hora de fazer. Felizmente que era só duas vezes por dia sempre que tomava uma refeição, ora almoço, ora jantar!
Começámos a pensar que se calhar valeria a pena comprar-lhe um pote e experimentar coloca-la lá para que ela pudesse fazer cócó sem ter que ultrapassar o seu peso (ela fazia sentada) e a força da fralda. Meu pensado meu feito. Assim começou a Luísa a fazer quase sempre cócó no pote até que começou a pedir para fazer no pote.

O famoso A Pu....




















quinta-feira, 29 de outubro de 2015

6 meses - Cópia de publicação no facebook

Para quem não sabe, eu tenho uma filha de 6 meses.
Hoje eu recebi uma prenda da minha filha.

Aquele pequeno ser estava a brincar com 2 brinquedos e por qualquer razão, atirou um para fora do seu alcance. Pois bem, ela olhou para o brinquedo e antes de se esticar toda para o ir buscar, esticou o braço (com o outro brinquedo) em minha direção e olhou para mim como se dissesse "- Toma segura neste", ao qual eu respondi com um sonoro "- Obrigado".

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tosse!!!

Há mais de duas semanas que ando com uma tosse muito incomodativa.

Ao inicio a Luísa ficava com aqueles olhos verdes pregados em mim, a tentar perceber o que raio fazia um ser da sua espécie a ter convulsões na zona abdominal, a meter a mão à frente da boca, seguindo-se da quase imediata explosão sonora definida por nós como tosse!!! Isto quando o ser da sua espécie (neste caso eu!!!) se mantinha direito e não se curvava sobre si mesmo apoiando-se com o braço num móvel ou nas suas pernas.

Passados alguns dias começava a ficar com uma cara muito triste, virada para mim, até que lágrima entre lágrima iniciava o choro com os seus soluços e cara molhada. entrava eu, ainda mal refeito da minha última crise de tosse, a dar-lhe mimo e dizer-lhe que tudo estava bem!!!

Ultimamente a coisa já se coloca de uma outra forma: já tomei muitos medicamentos. Ainda continua a haver crises de tosse, muito, muito mais raras, mas sobretudo a ideia da tosse já não a assusta. Ela continua a olhar para mim com um ar de admiração, como se ela me continuasse a achar esquisito, fora do comum, alguém que está a fazer alguma coisa que é para desconfiar de certa forma e maneira. Mas agora ela tenta imitar-me - “ cof, cof ...” - e coloca-se a olhar para mim com aquele sorriso que só vi na sua cara...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Hoje sonhei com a minha avó!

Hoje sonhei com a minha avó!

Dona Nelma, mais conhecida como a Nélminha, a minha querida avó já faleceu... Infelizmente!

Mas hoje tive uma visão ou uma formulação de um desejo. A minha esposa e a minha mãe foram com a nossa filha ao médico. Eu fiquei em casa, mais precisamente na cama, a recuperar de uma gripe.

Enquanto deambulava pelos meus sonhos, e eu tenho muitos, lembro-me de um com relativa precisão. Lembro-me da minha avó, da minha mãe, da Cristina (meu Amor...) e da minha filha a Luísa a entrarem-me pela porta a dentro. As primeiras três, todas atarefadas, a tomarem conta da minha filha.

Foi um sonho que para mim encerra em si mesmo todo o amor que tenho por aquelas quatro mulheres: as quatro mulheres da minha vida.

Ao longo deste blog vou-vos falar da minha mulher mais recente a Luísa que tem 9 meses  feitos no último dia 24 de Outubro. A minha filha é, para mim, a melhor filha do mundo!!!