quinta-feira, 4 de maio de 2017

Filha da liberdade



Foi no 25 de Abril que a concebemos, estava um dia quente e há três anos atrás, muito felizes, sem nada para fazer, fizemo-la.

Pelo menos ficou assim marcado na nossa cabeça, principalmente na cabeça da mãe dela, dizem que elas são capazes de saber essas coisas. A minha mãe, Lucília de seu nome, também diz que no dia seguinte à minha conceção foi ter com a Minita, medica de sua profissão, amiga do coração, dizer-lhe que na noite anterior me tinha concebido. Falta de fé, talvez, demasiadamente formatada pelos cánones médicos, provavelmente! Minita disse-lhe logo "-Oh!!! Tu 'tas doida mulher é impossível alguém saber essas coisas com certeza.".

Nove meses depois, mais semana menos semana, estávamos os dois cá fora!

Por isso tenho de agradecer desde já a todos os capitães de abril, por se terem lembrado de acabar com uma ditadura, que caiu de podre e terem eleito o dia 25 de Abril para essa data. Se não fosse por esses senhores eu provavelmente não estaria aqui a escrever !

E é essa liberdade que eu quero para a minha filha, visto que eu sou de esquerda e a Cristina de direita, visto que não a batizei pois um ato que alguns tomam como sagrado tem de vir de dentro, quero que a minha filha saiba todos os fatos mais próximo da realidade possível e que pense sobre esta e que chegue as suas próprias conclusões.

Mas ao fazer três anos do fantástico dia, vindo eu de Madrid, de visitar dois dos meus amigos mais queridos amigos. O Rolando e a Suzy, Peruanos de nacionalidade, que ouço a minha Cristina a olhar para trás no carro, precisamente para o lugar da Luísa "-Oh, não me acredito!". Tinha a Luísa desenhado um boneco com cabelo, tronco, braços, pernas, pés, olhos e boca.

Sorri...

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